Caminhoneiro CLT ganha em média R$ 2,7 mil por 8 horas de trabalho diário

O caminhoneiro contratado pelo regime CLT recebe salário médio de R$ 2.703,60 por mês no Brasil. O valor considera registros de admissões e demissões feitos no Caged entre junho de 2025 e maio de 2026, com atualização publicada em julho de 2026.
A pesquisa reúne mais de 1,1 milhão de movimentações de trabalhadores classificados como motoristas de caminhão. A carga horária média registrada é de 44 horas por semana, enquanto a mediana salarial aparece perto de R$ 2.700. Os números foram compilados pelo Portal Salário com dados do Ministério do Trabalho e Emprego.
O pagamento pode mudar conforme o estado, a empresa, o tipo de caminhão e a carga transportada. Motoristas de carreta, caminhão-tanque, cargas perigosas ou viagens longas podem receber valores maiores. Experiência, cursos específicos e tempo de casa também pesam na folha.
O salário-base não mostra todo o dinheiro recebido. Horas extras, trabalho noturno, comissões, diárias e gratificações podem levantar o valor mensal. Em algumas empresas, o motorista também recebe vale-alimentação, plano de saúde, seguro de vida e participação nos resultados. Essas condições dependem do contrato e dos acordos coletivos de cada região.
Pela CLT, o trabalho normal do motorista profissional é de oito horas por dia. A empresa pode pedir até duas horas extras. Esse limite pode chegar a quatro horas quando houver autorização em acordo ou convenção coletiva. As horas adicionais devem ser pagas ou compensadas conforme as regras aplicadas ao contrato.
O tempo parado também entrou no debate trabalhista. Em 2023, o Supremo Tribunal Federal derrubou pontos da Lei dos Caminhoneiros que retiravam automaticamente da carga horária o período de espera por carga, descarga ou fiscalização. Decisões posteriores do Tribunal Superior do Trabalho passaram a reconhecer esse período como tempo à disposição da empresa em determinadas situações.
Com carteira assinada, o motorista tem depósito mensal do FGTS feito pelo empregador. O valor corresponde, em regra, a 8% do salário e não pode ser descontado do pagamento do funcionário. Quem recebe R$ 2.703,60 gera um depósito mensal próximo de R$ 216,29 na conta do fundo.
O dinheiro levado para casa fica abaixo do salário bruto por causa do INSS e de possíveis descontos, como plano de saúde, alimentação, contribuição sindical autorizada ou empréstimo consignado. Por outro lado, horas extras frequentes, adicional noturno e comissões podem fazer o contracheque passar dos R$ 3 mil.
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