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Caminhoneiro

Antes de pegar a estrada, caminhoneiro enfrenta o adeus que mais dói

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Antes de pegar a estrada, caminhoneiro enfrenta o adeus que mais dói
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O caminhão já está ligado. A carga foi conferida, os documentos estão na cabine e o destino aparece marcado no mapa. Falta apenas uma coisa: dizer tchau para quem fica.

A despedida costuma durar poucos minutos, mas pesa durante vários quilômetros. Tem abraço apertado, criança pedindo para o pai não demorar e esposa tentando esconder a preocupação. O caminhoneiro sorri, promete mandar mensagem e entra na cabine com o coração longe da estrada.

Depois que a porta fecha, o silêncio muda. A casa vai ficando pequena pelo retrovisor enquanto começa mais uma viagem, que pode durar dias ou até semanas. Não é apenas a distância. É perder aniversários, almoços em família e momentos simples que não voltam.

Na boleia, fotos presas no painel ajudam a diminuir a saudade. Chamadas de vídeo também viraram companhia nas paradas, mas não substituem o abraço deixado para trás.

Para quem vê o caminhão passando, parece apenas mais um profissional seguindo viagem. Dentro da cabine, porém, vai alguém carregando uma despedida que, muitas vezes, dói mais que o peso da carga para o caminhoneiro.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.