Caminhão

Mercedes-Benz 1518 ficou pouco tempo em produção e virou um clássico da marca

3 minutos de leitura
Mercedes-Benz 1518 ficou pouco tempo em produção e virou um clássico da marca

O Mercedes-Benz 1518 teve uma passagem curta pelo mercado brasileiro, mas construiu uma reputação que atravessou décadas. O modelo apareceu na transição de 1986 para 1987 e integrou a tradicional família de caminhões com cabine de capô curto, marcada pela grade preta e pela mecânica simples.

Na prática, o 1518 ocupava a faixa dos semipesados e entrou no lugar do 1517. A alteração de nome aconteceu durante o Plano Cruzado, período em que o congelamento de preços levou fabricantes a reorganizar produtos e nomenclaturas. A Mercedes-Benz preservou boa parte do conjunto conhecido, apresentando o caminhão como uma nova opção da categoria.

Debaixo do capô trabalhava o motor Mercedes-Benz OM 352 A, um diesel de 5,7 litros, seis cilindros em linha, injeção direta e turbocompressor. O conjunto entregava 168 cv a 2.800 rpm e torque máximo de 47 mkgf a 2.000 rpm.

A transmissão manual tinha cinco marchas à frente, enquanto a direção hidráulica ajudava nas manobras com o veículo carregado. Para os padrões daquele período, era uma configuração adequada para entregas, viagens de média distância e trabalhos mais pesados.

Versões L e LK ampliavam as possibilidades de uso

O Mercedes-Benz 1518 foi oferecido principalmente nas versões L e LK. A configuração L era voltada ao uso rodoviário e à distribuição de cargas. A LK tinha preparação para serviços basculantes e podia contar com tomada de força, necessária para acionar caçambas e equipamentos hidráulicos.

Na configuração original 4×2, o caminhão tinha peso bruto total de 15 toneladas. Diversas unidades receberam terceiro eixo instalado por empresas especializadas e passaram a trabalhar como 6×2, com PBT de até 22 toneladas.

A adaptação aumentava a capacidade e permitia o uso com carrocerias graneleiras, baús, tanques e caçambas. O modelo atendia tanto empresas quanto proprietários autônomos que buscavam força suficiente sem partir para um caminhão pesado de maior custo operacional.

A cabine convencional também ajudou a criar a fama do 1518. O capô facilitava o acesso ao motor, e a mecânica compartilhada com outros caminhões Mercedes-Benz simplificava a manutenção. Sem módulos eletrônicos, ele podia ser reparado em oficinas menores e contava com um conjunto conhecido pelos mecânicos.

A fabricação terminou perto do fim da década de 1980, durante a preparação da família HPN. O período reduzido de produção deixou menos unidades disponíveis do que em modelos como o 1113 e o 1513. Exemplares conservados passaram a ganhar espaço entre colecionadores, enquanto outros continuam presentes em operações rurais e serviços de carga.

Comentários

0

    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.