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Caminhão

Mercedes-Benz 2635 abriu caminho para o 2638 virar o lendário Rei do Mato

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Mercedes-Benz 2635 abriu caminho para o 2638 virar o lendário Rei do Mato

A Mercedes-Benz 2635 e 2638 construíram uma reputação difícil de repetir entre os caminhões pesados vendidos no Brasil. Criados para operações severas, os dois modelos ficaram ligados ao transporte de madeira, cana-de-açúcar, minério e cargas de grande peso. O 2638 acabou conhecido como “Rei do Mato”, mas essa história começou alguns anos antes, com o trabalho aberto pelo 2635.

Apresentado em 1993 e comercializado a partir de 1994, o Mercedes-Benz 2635 chegou em configuração 6×4 e foi oferecido nas versões L, de chassi rígido, e LS, como cavalo mecânico. Em 1995, a família ganhou ainda a opção LK, preparada para receber caçamba basculante e atender operações fora de estrada.

Debaixo do capô, o 2635 utilizava o motor OM 447 LA, um seis-cilindros turbo com intercooler que entregava 354 cv. O conjunto trabalhava com câmbio manual de 16 marchas e podia alcançar capacidade máxima de tração de até 123 toneladas, dependendo da relação do diferencial. O chassi reforçado, os bloqueios dos diferenciais e a suspensão traseira em tandem ajudavam o caminhão a enfrentar lama, desníveis e terrenos de baixa aderência.

Em 1999, o 2638 assumiu o lugar do antecessor e trouxe uma mudança importante na parte mecânica. O motor OM 457 LA passou a contar com gerenciamento eletrônico e sistema de autodiagnóstico. A potência subiu para cerca de 380 cv, enquanto o torque maior melhorou a resposta em arrancadas com carga e em trechos inclinados. A capacidade máxima de tração permaneceu em 123 toneladas.

A aceitação foi rápida. Ainda em 1999, o modelo registrou 350 unidades comercializadas, ficando entre os pesados mais vendidos daquele ano e na liderança de seu segmento. A garantia de dois anos para o trem de força também reforçava a confiança no conjunto mecânico.

O Mercedes-Benz 2638 também foi oferecido nas versões L, LS e LK, sempre com tração 6×4. A combinação de força, eixo traseiro robusto e cabine bicuda fez o modelo ganhar espaço principalmente em usinas, madeireiras e mineradoras. Em terrenos difíceis, sua capacidade de continuar trabalhando com cargas elevadas ajudou a consolidar o apelido de Rei do Mato.

A produção do 2638 seguiu até 2005, quando a Mercedes-Benz avançou na renovação da linha pesada com a chegada do Axor. O encerramento da fabricação marcou também o fim da fase dos grandes caminhões bicudos pesados da marca no país.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.