Reboque de ré em baixa velocidade às 2h termina em colisão fatal na BR-101

Um acidente com três caminhões na BR-101 matou o caminhoneiro potiguar Janielson Rodrigues, de 36 anos, na madrugada de 16 de julho de 2026. A colisão ocorreu no km 57 da rodovia, em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, na Paraíba.
Janielson viajava sozinho e transportava uma carga de batata-doce. O caminhão havia saído de Touros, no litoral do Rio Grande do Norte, e seguia para Recife, em Pernambuco, quando atingiu a traseira de uma carreta que estava sendo rebocada na pista.
A dinâmica apurada pela Polícia Civil envolve uma operação incomum. Uma das carretas apresentou defeito mecânico e passou a ser puxada por outro caminhão da mesma empresa. Para realizar o reboque, o veículo da frente seguia em marcha à ré, com as cabines posicionadas uma de frente para a outra.
A delegada Wanderléia Gadelha, responsável pela investigação, declarou que Janielson provavelmente foi surpreendido pela presença dos veículos em baixa velocidade na faixa da direita. A batida destruiu parte da cabine do caminhão carregado. O caminhoneiro ficou preso às ferragens e morreu no local.
As duas carretas usadas na operação pertencem a uma empresa sediada em Santa Catarina. O veículo com problema mecânico seguia para Vitória de Santo Antão, em Pernambuco, enquanto o caminhão usado no reboque tinha Fortaleza, no Ceará, como destino.
Os dois condutores envolvidos no reboque foram detidos em flagrante e levados para a 6ª Delegacia Distrital de Santa Rita. Conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil, eles foram autuados inicialmente por homicídio doloso. A investigação continua para esclarecer a sinalização utilizada, as condições de visibilidade e a responsabilidade de cada envolvido.
O acidente ocorreu por volta das 2h, período em que a visibilidade é menor. Uma faixa da BR-101 ficou parcialmente bloqueada durante os trabalhos de resgate, perícia e retirada dos caminhões, provocando lentidão no sentido João Pessoa–Natal ao longo da manhã.
Uma das linhas de apuração é verificar se a carreta com defeito estava com as luzes apagadas durante o deslocamento. A polícia também deverá analisar a distância de sinalização, a velocidade dos veículos e o tempo disponível para Janielson tentar frear antes da colisão.
A apuração ainda deverá verificar por que o veículo com defeito não foi removido por um equipamento especializado e se a operação seguia os procedimentos de segurança necessários para movimentar uma carreta durante a madrugada em uma rodovia federal.
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