Pular para o conteudo
Ônibus

Mecânicos desmontam ônibus antigo e encontram problemas que assustam até quem trabalha com isso

2 minutos de leitura
Mecânicos desmontam ônibus antigo e encontram problemas que assustam até quem trabalha com isso
Publicidade

Um ônibus antigo que chegou a uma oficina em condições consideradas perigosas voltou a rodar depois de passar por uma reforma pesada na parte mecânica. O veículo apresentava problemas nos freios, suspensão, rolamentos e até pontos da estrutura atingidos pela ferrugem.

Logo nas primeiras avaliações, os mecânicos perceberam que os freios dianteiros estavam completamente desregulados. Alguns retentores das rodas também vazavam, enquanto buchas e componentes do sistema de frenagem apresentavam desgaste avançado. Um dos rolamentos dianteiros estava tomado por corrosão e fazia barulho quando o cubo era movimentado.

A situação na suspensão traseira também era ruim. Partes de aço tinham grandes buracos causados pela ferrugem, inclusive suportes responsáveis por manter componentes do eixo no lugar. Em determinado ponto, era possível enxergar através da peça metálica. A oficina precisou cortar trechos danificados e chamar um soldador para instalar novos componentes.

Outro problema apareceu nos reservatórios do sistema de ar. Durante a manutenção, foram retirados cerca de três galões de água e óleo acumulados nos tanques. Segundo o responsável pelo serviço, havia sinais de que aquela sujeira poderia estar ali havia bastante tempo.

A reforma acabou indo muito além de uma revisão simples. Foram substituídos componentes dos eixos, pinos-mestre, buchas, amortecedores, peças da suspensão, bolsas de ar e rolamentos. O sistema de freios também foi revisado antes de o ônibus ser liberado para teste.

Depois do serviço, os mecânicos levaram o veículo para a rua e acompanharam a temperatura dos cubos das rodas para descobrir se algum freio ou rolamento estava trabalhando acima do normal. As medições ficaram estáveis.

O painel também ganhou um marcador digital de temperatura com alarme. O dispositivo foi configurado para avisar caso o motor chegasse a aproximadamente 205 graus, facilitando o acompanhamento durante a condução.

Já com o ônibus rodando novamente, surgiu apenas uma nova suspeita elétrica: ao acender os faróis, a indicação de temperatura subia imediatamente cerca de 10 graus. A oficina acredita que o comportamento esteja ligado a algum problema de aterramento e pretende revisar as conexões elétricas quando o veículo retornar.

Vídeo: Bus Grease Monkey
Publicidade
Conversa

Comentários

0

Deixe seu comentário

Compartilhe sua opinião e participe da conversa.

Seja respeitoso e direto.0/3000

Ainda não há comentários. Seja a primeira pessoa a participar da conversa.
Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.