Pular para o conteudo
Noticias

Brasileiros chegaram a enfrentar filas por ossos para colocar carne no almoço

2 minutos de leitura
Brasileiros chegaram a enfrentar filas por ossos para colocar carne no almoço
Publicidade

Uma cena difícil de esquecer marcou o Brasil em 2021: famílias formando filas em frente a açougues para receber ossos bovinos que ainda tinham pequenos pedaços de carne. Para algumas pessoas, era o jeito encontrado para preparar o almoço e colocar alguma proteína no prato.

Um dos casos de maior repercussão aconteceu em Cuiabá, no Mato Grosso. Em julho daquele ano, moradores enfrentaram horas de espera para conseguir os chamados “ossinhos”. Um idoso ouvido pela imprensa local contou que levava cerca de duas horas para chegar ao local e outras duas para voltar para casa. Disse ainda que fazia tempo que não conseguia comprar carne.

Meses depois, a procura continuava. Em dezembro de 2021, pessoas chegaram a dormir na rua para garantir lugar na fila de uma distribuição realizada na capital mato-grossense. Segundo reportagem da época, a espera ocupou cerca de quatro quarteirões e quem chegou mais tarde ficou sem senha.

Situação semelhante foi registrada em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. No fim de 2021, mais de 300 pessoas participaram de uma distribuição de ossos com carne promovida por um açougue. A ação estava marcada para começar às 16h, mas a fila começou a se formar ainda perto do meio-dia.

Os ossos eram usados principalmente em sopas, caldos e refeições feitas com arroz, feijão e outros alimentos disponíveis em casa. O pouco de carne que permanecia nas peças acabava sendo aproveitado por famílias que não tinham dinheiro para comprar cortes normalmente vendidos nos mercados.

Os números mais recentes mostram uma situação diferente daquela registrada nas imagens de 2021, embora a dificuldade para garantir comida ainda esteja presente em parte dos lares brasileiros. Dados do IBGE referentes a 2024 apontam que 18,9 milhões de domicílios estavam em algum nível de insegurança alimentar. Desse total, cerca de 2,5 milhões enfrentavam insegurança alimentar grave.

A proporção de domicílios com segurança alimentar passou de 72,4% em 2023 para 75,8% em 2024, segundo os dados da pesquisa divulgados pelo IBGE.

Publicidade
Conversa

Comentários

0

Deixe seu comentário

Compartilhe sua opinião e participe da conversa.

Seja respeitoso e direto.0/3000

Ainda não há comentários. Seja a primeira pessoa a participar da conversa.
Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.