Supermercado pesa no bolso e Lula diz: “Se não tem carne, a gente come ovo”
O brasileiro continua sentindo o peso das compras no supermercado, mesmo após algumas quedas recentes nos preços. Dados da Conab e do Dieese mostram que, apesar de a cesta básica ter ficado mais barata em 25 capitais entre julho e agosto, na comparação com agosto de 2025 ela ficou mais cara em 25 das 27 capitais pesquisadas.
Em São Paulo, por exemplo, a cesta básica chegou a R$ 900,59 em agosto. No acumulado de 2026, todas as capitais pesquisadas registraram aumento, com altas entre 2,82% e 12,29%.
Com algumas proteínas mais caras, o ovo ganhou ainda mais espaço na mesa. Estudo divulgado pelo Banco do Nordeste estima que o brasileiro deve consumir 307 ovos por pessoa em 2026, aumento de 6,6% em relação a 2025. Um dos motivos apontados é justamente o custo menor do ovo quando comparado a outras fontes de proteína animal.
O assunto também entrou na campanha eleitoral. Durante um comício em Porto Alegre, na sexta-feira (11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu que produtos encontrados no supermercado continuam caros.
“Se não tem carne, a gente come ovo”, afirmou Lula ao falar sobre o custo de vida. O presidente também citou o preço do café e lembrou que o ovo chegou a ficar muito caro no ano passado.
A declaração não significa que Lula tenha dito aprovar a alta dos alimentos. No mesmo discurso, ele reconheceu que o custo de vida está alto e afirmou que trata a questão com seriedade. A fala colocou o ovo como uma alternativa quando a carne pesa mais no orçamento das famílias.
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