Pular para o conteudo
Noticias

Compra do mês pesa no bolso e brasileiro gasta mais de R$ 1 mil no supermercado

2 minutos de leitura
Compra do mês pesa no bolso e brasileiro gasta mais de R$ 1 mil no supermercado
Publicidade

Ir ao supermercado e encher o carrinho sem fazer conta virou uma tarefa cada vez mais difícil para parte das famílias brasileiras. Uma pesquisa da dunnhumby mostrou que o consumidor gasta, em média, R$ 1.073,98 por mês nos supermercados. O levantamento ouviu mais de 10 mil compradores entre fevereiro e abril de 2026.

O valor representa quase metade da renda estimada da maior parte das famílias consultadas. Para fazer o dinheiro render, o brasileiro também mudou a forma de comprar. Em vez de levar tudo de um único supermercado, muitos consumidores passaram a pesquisar e dividir as compras entre até quatro redes diferentes, atrás de promoções e preços menores.

Atacarejos também ganharam espaço. A pesquisa apontou que 74% dos consumidores frequentam supermercados tradicionais, enquanto 63% também compram em atacarejos. Feiras, hortifrutis e açougues aparecem na rotina mensal de 36% dos entrevistados.

Os números da cesta básica ajudam a mostrar o tamanho do peso da alimentação no orçamento. Em julho de 2026, um trabalhador que recebia o salário mínimo precisou comprometer, em média, 49,34% do salário líquido para comprar os alimentos básicos nas 27 capitais pesquisadas pela Conab e pelo DIEESE. Foram necessárias, em média, 100 horas e 24 minutos de trabalho para pagar essa cesta.

São Paulo apresentou a cesta mais cara do país naquele mês, chegando a R$ 915,01. Depois apareceram Cuiabá, com R$ 881,27, Florianópolis, com R$ 860,73, e Rio de Janeiro, onde o conjunto de produtos básicos custava R$ 855,37.

A pressão deu uma aliviada recentemente. Em julho, a cesta básica ficou mais barata em 26 das 27 capitais acompanhadas. A prévia da inflação de agosto também mostrou queda de 0,57% em alimentação e bebidas, enquanto os alimentos consumidos dentro de casa recuaram 0,97%.

Só que uma queda de preço em um mês não significa que os produtos voltaram aos valores antigos. Entre janeiro e julho de 2026, todas as 27 capitais registraram aumento acumulado no preço da cesta básica, com altas que variaram de 4,28%, em Campo Grande, a 15,68%, em Porto Velho.

Na prática, a rotina de pesquisar encartes, aproveitar promoção, trocar marcas e passar por mais de um supermercado passou a fazer parte da compra de muitas famílias. O carrinho continua andando, mas cada produto colocado dentro dele é conferido com bem mais atenção.

Publicidade
Conversa

Comentários

0

Deixe seu comentário

Compartilhe sua opinião e participe da conversa.

Seja respeitoso e direto.0/3000

Ainda não há comentários. Seja a primeira pessoa a participar da conversa.
Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.