PRF multa caminhoneiros por cama gaúcha e exige banco original de volta na cabine
Caminhoneiros estão denunciando multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em veículos que tiveram o banco do passageiro retirado para a instalação da conhecida cama gaúcha. A adaptação é utilizada por motoristas que procuram mais espaço e conforto para descansar durante as viagens.
Segundo os relatos divulgados pelo canal QRA Real, alguns profissionais receberam autuações e foram orientados a retirar a cama e reinstalar o banco original em até 15 dias. Os motoristas também questionaram a possibilidade de retenção dos documentos dos caminhões.
A cama gaúcha é bastante conhecida entre caminhoneiros que utilizam veículos com cabines menores. A instalação permite ampliar o espaço destinado ao descanso, principalmente em modelos que não possuem dormitório de fábrica.
A polêmica está relacionada à retirada do banco do carona. Embora não exista uma proibição específica para a cama gaúcha pelo nome, alterações nas características originais do caminhão podem exigir autorização do Detran e regularização da documentação.
O artigo 98 do Código de Trânsito Brasileiro estabelece que modificações nas características de fábrica dependem de autorização prévia. A Resolução Contran nº 916/2022 também estabelece procedimentos para alterações em veículos.
Nesses casos, a fiscalização pode aplicar o artigo 230, inciso VII, do CTB, referente à circulação de veículo com característica alterada. A infração é grave, prevê multa de R$ 195,23, cinco pontos na CNH e retenção para regularização.
A informação contraria parte dos relatos de que a penalidade seria de R$ 190, sem pontuação. Para confirmar o enquadramento de cada caso, é necessário verificar o código da infração registrado no auto de fiscalização.
Outro ponto questionado pelos caminhoneiros é a possibilidade de regularizar a instalação por meio de inspeção veicular. A legislação prevê procedimentos que podem incluir autorização prévia, Certificado de Segurança Veicular (CSV) e atualização do documento, mas a aprovação depende das características da modificação.
Isso significa que nem toda cama instalada dentro da cabine é irregular. A situação precisa ser avaliada conforme a retirada de bancos, cintos, suportes e eventuais mudanças na estrutura original do veículo.
Até o momento, não foi identificado comunicado oficial anunciando uma operação nacional da PRF direcionada exclusivamente à cama gaúcha. As denúncias envolvem abordagens relatadas por caminhoneiros, enquanto a fiscalização utiliza regras já existentes sobre modificações veiculares.
Comentários
2O patrulheiro pode exigir , porque o veículo foi homologado para duas pessoas ou três dependendo do caso . Não necessariamente precisa colocar o banco original , mas terá que ter os assentos com equipamentos obrigatório cinto e encosto de cabeça .mas tb pode ir no inmetro e só citar inspeção declarado que o veículo só poderá trafegar com uma pessoa fica a critério
PRF, ÓRGÃO QUE NÃO SERVE PRA NADA, SÓ PREJUDICAR OS DEMAIS!