Caminhoneiros que não cozinham no caminhão podem gastar R$ 18 mil por ano com refeições
Caminhoneiros que preferem fazer as refeições em restaurantes e postos de combustível podem gastar mais de R$ 1.500 por mês com alimentação durante as viagens. O valor depende dos preços cobrados nos estabelecimentos e da quantidade de dias que o motorista permanece longe de casa.
Um levantamento da Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP) mostrou que o prato feito custava, em média, R$ 31,90 no Brasil em junho de 2026. Para quem almoça e janta fora, somente essas duas refeições podem representar um gasto de R$ 63,80 por dia.
Considerando 24 dias de trabalho na estrada, o caminhoneiro desembolsaria aproximadamente R$ 1.531 apenas com almoço e jantar. Café da manhã, água, refrigerantes e lanches não estão incluídos nessa conta.
Para reduzir essas despesas, alguns motoristas utilizam a tradicional caixa de cozinha instalada no caminhão. O equipamento permite preparar arroz, feijão, carnes e outros alimentos durante as paradas, sem precisar comprar todas as refeições em restaurantes.
A caixa de cozinha também exige investimento. Dependendo da estrutura, o caminhoneiro precisa comprar fogareiro, panelas, utensílios e uma geladeira ou caixa térmica para conservar os alimentos. Também existem gastos com gás e compras nos supermercados.
Já os profissionais que optam por não cozinhar durante as viagens acabam dependendo dos estabelecimentos encontrados pelo caminho. Em alguns postos, o preço das refeições é mais alto, principalmente em trechos com poucas opções de restaurantes.
Para os caminhoneiros autônomos, a alimentação entra nas despesas da viagem, junto com diesel, pedágios e manutenção do veículo. Um gasto mensal de R$ 1.500 com refeições representa R$ 18 mil ao longo de um ano, caso a rotina seja mantida todos os meses.
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