Caminhoneiros enfrentam dificuldades para atravessar rio após ponte ser interditada por risco de estrutura
Caminhoneiros enfrentaram dificuldades para atravessar o Rio Guaporé, em Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso, depois que a Ponte Milton Guilherme, localizada no km 80,30 da BR-174B, foi totalmente interditada por problemas estruturais. A situação provocou filas de carretas e reclamações de motoristas que dependem da rodovia para transportar mercadorias.
A interdição começou na sexta-feira (16) e foi determinada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), após técnicos identificarem uma nova movimentação irregular na estrutura da ponte. A medida foi adotada por segurança e permanece em vigor por tempo indeterminado.
No domingo (18), um vídeo encaminhado ao portal Canal Diário mostrou caminhões parados nas proximidades da travessia. Um morador relatou que alguns motoristas aguardavam desde sábado para conseguir atravessar o rio.

Segundo o denunciante, a balsa destinada aos veículos de carga pesada não estava funcionando naquele momento, o que teria contribuído para o acúmulo de carretas.
A informação sobre a paralisação foi apresentada pelo morador e não havia sido confirmada oficialmente pelo DNIT na reportagem publicada na segunda-feira (19).
O problema ocorre em uma ligação rodoviária utilizada pelo transporte de insumos agrícolas, animais e outras mercadorias que abastecem propriedades rurais e empresas da região.
Durante a gravação, o morador demonstrou preocupação com a chegada de fertilizantes e sementes, principalmente por causa das atividades agrícolas realizadas nesta época do ano.
A demora para atravessar o Rio Guaporé pode comprometer a programação das entregas, aumentar o tempo das viagens e gerar despesas adicionais aos transportadores.
Para os caminhoneiros autônomos, a permanência prolongada em uma fila também representa perda de tempo de trabalho, além de gastos com alimentação e outras necessidades durante a espera.
O DNIT informou que a Ponte Milton Guilherme foi interditada depois da identificação de um novo recalque diferencial, problema caracterizado pelo deslocamento desigual de partes da estrutura.
Esse tipo de movimentação exige avaliação técnica porque pode comprometer a estabilidade da construção e colocar em risco os veículos que utilizam a travessia.
A decisão foi formalizada pela Portaria nº 5.171, de 15 de outubro de 2026, que determinou a proibição total da circulação sobre a ponte principal, incluindo veículos de passageiros e de transporte de cargas.
Com a restrição, o tráfego passou a depender das estruturas alternativas disponibilizadas na região.
De acordo com o DNIT, veículos com peso inferior a 30 toneladas devem utilizar a ponte provisória de madeira. Já caminhões e outras combinações com peso superior a 30 toneladas precisam atravessar o rio por meio da balsa.
A embarcação começou a operar no fim de dezembro de 2025, quando o órgão já mantinha restrições à circulação de veículos pesados sobre a ponte de concreto.
Na ocasião, a alternativa foi apresentada como uma forma de manter o transporte de cargas durante os serviços de recuperação estrutural.
Entretanto, o relato divulgado no domingo indica dificuldades enfrentadas pelos motoristas para utilizar esse sistema de travessia.
O morador que registrou as imagens também questionou a capacidade de atendimento da balsa, afirmando que a embarcação conseguiria transportar apenas uma carreta por viagem.
Caso essa limitação se confirme, o tempo necessário para atender uma fila de veículos pesados pode ser elevado, especialmente nos períodos de maior movimentação de cargas.
O denunciante cobrou providências da Prefeitura de Vila Bela da Santíssima Trindade, da Câmara Municipal e do próprio DNIT para melhorar a organização da travessia.
A preocupação envolve principalmente caminhões carregados com adubo, sementes, gado e outros produtos utilizados nas atividades econômicas da região.
Enquanto a ponte principal permanece fechada, os caminhoneiros precisam seguir as orientações de circulação estabelecidas pelo órgão federal.
O DNIT informou que realiza serviços emergenciais de recuperação e reforço da Ponte Milton Guilherme, com o objetivo de corrigir os problemas identificados na estrutura.
Até a publicação das informações disponíveis, não havia previsão oficial para a liberação completa da ponte de concreto.
Também não foi localizado comunicado do DNIT confirmando a suposta suspensão do funcionamento da balsa no domingo (18), razão pela qual essa informação permanece atribuída ao relato do morador.
A autarquia informou que novas atualizações sobre as condições da rodovia e a operação das estruturas provisórias serão divulgadas por seus canais oficiais.
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