Diesel bate recorde nos EUA e encarece a conta de quem vive do transporte
O diesel atingiu o recorde de US$ 6,53 por galão nos Estados Unidos em 22 de setembro de 2026, segundo a associação automobilística AAA. A alta pesa no abastecimento dos caminhões e no transporte de mercadorias, com custos que podem chegar ao consumidor.
Para os produtores de milho e soja, o combustível caro chegou em plena colheita. No Missouri, o agricultor Jason Kurtz relatou à Associated Press que estava pagando o dobro pelo diesel em comparação com o ano anterior. Sua colheitadeira consome cerca de 760 litros por dia e deveria trabalhar durante 30 dias. Fora isso, ele precisa abastecer o trator e os caminhões que transportam os grãos.
A pressão ocorre enquanto o país perde capacidade de transformar petróleo em combustível. De acordo com a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA), as refinarias de Houston, da LyondellBasell, e de Los Angeles, da Phillips 66, encerraram as operações em 2025. Juntas, tinham capacidade para processar cerca de 400 mil barris por dia.
Parte dessa perda foi compensada por aumentos em outras unidades. Ainda assim, a capacidade total de refino americana começou 2026 aproximadamente 1% abaixo da registrada um ano antes. A refinaria de Benicia, da Valero, também parou de produzir combustíveis no primeiro trimestre deste ano.
Na Costa Oeste, a reposição enfrenta uma dificuldade extra: há poucos oleodutos para levar combustíveis dos grandes centros de refino do Golfo até a região. Segundo a EIA, isso aumenta o impacto dos fechamentos sobre o abastecimento local.
O efeito da alta também aparece fora dos postos. Empresas já repassaram despesas maiores por meio de taxas em encomendas e entregas. Alimentos perecíveis, como carnes e verduras, ficam mais expostos porque precisam de transporte frequente e, em parte dos casos, de máquinas a diesel na produção.
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