MEI Caminhoneiro cresce 25% e já passa de 433 mil registros ativos no Brasil
Cada vez mais caminhoneiros aparecem formalizados com CNPJ próprio no Brasil. O número de registros ativos de MEI Caminhoneiro chegou a 433.192 em 2025, crescimento de 25% em apenas um ano.
Os dados fazem parte de um levantamento do Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC), ligado ao SETCESP, que reuniu informações da Receita Federal, RAIS e RENACH. Em 2024, eram 346.558 registros ativos nessa modalidade.
Somente durante 2025 foram abertos 143.014 novos CNPJs de MEI Caminhoneiro. Como também ocorreram baixas ao longo do período, o saldo final foi de 86.634 registros ativos a mais.
O crescimento fica ainda mais evidente quando comparado ao emprego com carteira assinada. O Brasil encerrou 2025 com 541.588 vínculos formais de motoristas de caminhão, aumento de 6.536 postos, ou 1,22%. No MEI, o acréscimo líquido foi mais de 13 vezes maior.
Os números, porém, não permitem afirmar que todos esses profissionais abandonaram a CLT para trabalhar por conta própria. As bases medem situações diferentes e um mesmo motorista pode, em determinadas condições, manter emprego formal e CNPJ ativo. O levantamento mostra principalmente que a formalização do trabalho autônomo está crescendo bem mais rápido.
Nem todo MEI consegue continuar na atividade
Abrir um CNPJ também não significa que o negócio vai permanecer funcionando. Dos 114.314 MEIs Caminhoneiros criados em 2024, apenas 90.077 continuavam ativos um ano depois. A redução foi de 21,2%.
Quem trabalha como MEI Caminhoneiro precisa administrar combustível, manutenção, pneus, seguro, impostos e períodos em que o caminhão fica parado. O limite de faturamento dessa modalidade é maior que o do MEI tradicional: atualmente pode chegar a R$ 251,6 mil por ano.
A contribuição previdenciária do MEI Caminhoneiro corresponde a 12% do salário mínimo, paga mensalmente pelo DAS. A formalização permite ter CNPJ, emitir nota fiscal e manter cobertura previdenciária, desde que os pagamentos estejam em dia.
Outro dado mostra onde esse crescimento está acontecendo. O Sudeste concentra 58,4% dos registros, mas Norte e Nordeste tiveram as maiores altas proporcionais em 2025, com avanço de 43,36% e 32,84%, respectivamente.
Enquanto o número de empregos CLT continua crescendo lentamente, os registros de caminhoneiros trabalhando de forma autônoma e formalizada avançam em um ritmo muito maior.
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