Modulos furtados de caminhões estão sendo comercializados na internet por até R$ 18 mil
Um levantamento de anúncios na internet mostra que módulos eletrônicos usados de caminhões podem custar milhares de reais no Brasil. Dependendo da marca, do modelo e da função do componente, os preços encontrados variam de aproximadamente R$ 2 mil a R$ 18 mil, enquanto os furtos dessas peças continuam mobilizando operações policiais em diferentes estados.
Entre os anúncios consultados, um módulo usado de motor Scania 440 aparece por R$ 8.500, enquanto uma unidade de injeção eletrônica de Scania S6 é oferecida por R$ 9.500. Também foi identificado um anúncio de módulo de motor de caminhão ano 2022 por R$ 18 mil. São preços pedidos pelos vendedores, não valores comprovados de vendas realizadas.

O valor elevado desses equipamentos ajuda a explicar o interesse de quadrilhas especializadas. Os módulos são responsáveis pelo gerenciamento eletrônico de funções do caminhão, e sua retirada pode impedir o funcionamento do veículo.
Em maio de 2026, a Polícia Civil de Mato Grosso informou que aproximadamente 300 módulos de caminhões haviam sido furtados somente em Cuiabá e Várzea Grande durante 2025. Segundo a investigação, cada peça tinha valor estimado em R$ 30 mil.
Em outra operação, realizada em abril de 2026, a Polícia Rodoviária Federal prendeu três suspeitos em Barra do Turvo, São Paulo. No veículo abordado foram encontrados seis módulos de injeção eletrônica, avaliados entre R$ 10 mil e R$ 20 mil, além de ferramentas.
Os crimes também atingiram caminhoneiros que descansavam em postos de combustíveis. Investigações da Polícia Civil de Mato Grosso apontaram registros recorrentes de furtos durante a madrugada, quando motoristas permaneciam estacionados às margens das rodovias.
A situação preocupa porque o prejuízo vai além do preço da peça. Sem determinados módulos, o caminhão pode ficar impossibilitado de seguir viagem, provocando atrasos nas entregas, despesas com manutenção e perda de fretes.
Em dezembro de 2025, a Polícia Civil do Paraná prendeu sete pessoas suspeitas de integrar um grupo envolvido em furtos de módulos eletrônicos. Na ocasião, a corporação informou que determinados equipamentos poderiam alcançar R$ 60 mil.
A venda de peças usadas pela internet é uma atividade legítima quando os produtos possuem origem comprovada. Entretanto, a existência de anúncios não garante que todos os componentes comercializados tenham procedência regular.
Para caminhoneiros e transportadoras, verificar a nota fiscal, a identificação da peça e a documentação do fornecedor é uma forma de reduzir o risco de adquirir equipamentos provenientes de crimes.
Os levantamentos policiais mostram que o furto de módulos deixou de ser uma ocorrência isolada em algumas regiões. A combinação entre o valor comercial das peças e o prejuízo provocado pela retirada dos equipamentos mantém o problema entre as preocupações do transporte rodoviário brasileiro.
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