Volvo FH12 chegou ao Brasil com 380 cavalos e mudou a história dos caminhões
O Volvo FH12 chegou ao Brasil em novembro de 1993 e acabou se tornando um dos caminhões mais conhecidos da marca no país. Na época, o mercado de pesados ainda tinha forte presença dos modelos de cabine bicuda, enquanto o novo Volvo apostava na cabine avançada, conhecida pelos caminhoneiros como cara-chata.
As primeiras unidades vieram importadas. Três caminhões foram destinados às empresas Ioma, Rodoviário Michelon e XHP. O modelo chamava atenção pelo tamanho da cabine, pelo conforto e pelo visual diferente dos caminhões que circulavam pelas rodovias brasileiras.
Debaixo da cabine estava o motor Volvo D12A de 12 litros, com seis cilindros em linha, capaz de entregar 380 cavalos de potência e torque de 173,4 kgfm. O câmbio SR1700 tinha 14 marchas, contando as reduzidas, e o caminhão também podia receber o freio motor VEB de três estágios.
Por dentro, o FH12 oferecia cama, piloto automático e uma cabine com altura interna de aproximadamente 1,95 metro. A suspensão pneumática da cabine ajudava a diminuir as vibrações durante as viagens. O sistema de freios ABS também estava disponível como opcional.
Apesar da boa aceitação, o FH12 passou alguns anos chegando ao Brasil apenas por importação. Isso mudou em 1998, quando a Volvo iniciou sua produção nacional. O caminhão ganhou novas configurações, incluindo a versão 6×4, destinada também a operações mais pesadas.
Outra mudança veio no motor D12A, que recebeu melhorias e passou a ser conhecido como Top Gun, entregando 8,8% mais torque em comparação com a versão importada. O modelo também passou a contar com novas opções de câmbio e suspensão.
Em 1999, a Volvo ampliou a linha com uma versão de 420 cavalos e torque de 204 kgfm. Nessa atualização, os caminhões passaram a utilizar o motor D12C, disponível nas configurações de 380 e 420 cavalos.
O FH12 também ficou conhecido por ter conquistado o prêmio internacional de Caminhão do Ano de 1994. Sua chegada ajudou a aumentar a presença dos caminhões de cabine avançada no transporte rodoviário brasileiro, numa época em que os modelos bicudos ainda eram bastante comuns.
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