Antes dos caminhões modernos, o Volvo EDC já avisava defeitos no painel
O Volvo EDC manteve o capô comprido dos conhecidos bicudos, mas trouxe uma mudança que não aparecia por fora. Lançado em 1996, passou a usar gerenciamento eletrônico da injeção de diesel, numa época em que a mecânica convencional ainda dominava o transporte pesado. O lançamento é registrado pela própria fabricante na revista Eu Rodo.
A novidade permitia controlar a alimentação do motor com ajuda de sensores. A proposta era aproveitar melhor o combustível e reduzir a emissão de poluentes. Para quem estava acostumado aos ajustes mecânicos, entrava em cena uma manutenção que também exigia conhecimento de eletrônica.
O motorista ganhou informações que iam além das luzes de advertência tradicionais. Chamado de Check-Control, o sistema acompanhava temperaturas, pressão do turbo e até o deslizamento da correia do alternador, mostrando irregularidades no painel.
A mudança também chegou ao conforto. A cabine tinha altura interna máxima de 1,80 metro, e a linha contava com computador de bordo e piloto automático, conforme os registros históricos da Volvo.
Em novembro de 1997, a marca já informava mais de 7 mil EDC vendidos desde o lançamento. Naquele ano, apresentou a linha EDC Gold e uma série especial de 50 caminhões dourados para comemorar seus 20 anos no Brasil. A apresentação aconteceu na Brasil Transpo’97.
O pacote Gold incluía ar-condicionado, vidros elétricos, retrovisores com desembaçador e faróis auxiliares. Para compras feitas no período promocional, a garantia de determinados componentes chegava a 36 meses ou 350 mil quilômetros, o que ocorresse primeiro. A cobertura abrangia itens como bloco do motor, cabine e partes do chassi.
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