Greve dos caminhoneiros pode ser o primeiro grande teste de Lula após reeleição
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode enfrentar uma nova pressão poucos dias após a vitória nas eleições. Uma possível greve dos caminhoneiros voltou a circular nas redes sociais, com mensagens que apontam 5 de novembro como data para o início de uma paralisação nacional. Até o momento, porém, não existe confirmação de adesão organizada em todo o país.
A movimentação ganhou repercussão depois que o caminhoneiro conhecido como Patrola publicou um vídeo falando sobre a possibilidade de parar os veículos. Na gravação, ele demonstra insatisfação com questões relacionadas ao processo eleitoral e faz referência aos bloqueios registrados após as eleições de 2022. A manifestação, entretanto, não representa uma convocação oficial das entidades da categoria.
Outra informação que circula nas redes associa a possível mobilização ao presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão. Apesar disso, não há confirmação de que as principais entidades representativas tenham organizado uma greve nacional para novembro.
Entre as reclamações dos caminhoneiros estão os custos do diesel, os valores pagos pelos fretes e as despesas para manter os caminhões rodando. Na tentativa de conter a pressão sobre o combustível, o governo federal renovou, no dia 27 de outubro, a subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel por mais 30 dias.
Caso a paralisação consiga reunir um grande número de motoristas, o governo poderá enfrentar dificuldades no transporte de cargas e na distribuição de produtos. Combustíveis, alimentos e mercadorias estão entre os setores que podem sentir os efeitos de uma eventual interrupção nas estradas.
Até este sábado (31), não havia confirmação de bloqueios nacionais nem de uma paralisação com adesão consolidada.
Comentários
0