Entenda como empresas de ônibus ganham dinheiro mesmo com os veículos vazios
Um ônibus pode circular com poucos passageiros sem que a empresa tenha uma redução proporcional no pagamento. Em São Paulo, isso acontece porque as concessionárias não recebem mais apenas pela quantidade de pessoas transportadas. Desde setembro de 2019, a prefeitura utiliza um modelo que considera a frota disponibilizada, as horas de operação, a quilometragem e os custos fixos dos veículos.
Os números da SPTrans mostram o tamanho dessa conta. Em 2025, o sistema de ônibus da capital custou R$ 12,3 bilhões. Desse total, R$ 5,1 bilhões vieram das tarifas e de outras receitas, enquanto R$ 7,2 bilhões foram pagos pela prefeitura por meio de compensações tarifárias.
A quantidade de passageiros também caiu nos últimos anos. Em 2019, São Paulo registrava uma média de 8,88 milhões de passageiros em dias úteis. Em 2025, esse número ficou em 7,05 milhões. No mesmo período, os custos do sistema passaram de R$ 8,7 bilhões para R$ 12,3 bilhões.
Outro dado chama atenção: em 2025, 29% dos embarques foram gratuitos e outros 21% corresponderam a integrações entre ônibus sem cobrança adicional. Com isso, apenas metade dos embarques teve pagamento de tarifa naquele momento.
A planilha usada para embasar o reajuste de janeiro de 2026 estimou o custo total do sistema em R$ 13,55 por passageiro equivalente. A tarifa comum, por sua vez, passou para R$ 5,30, com a diferença coberta por recursos da prefeitura.
Comentários
0