Caminhoneiros estão estudando para sair da estrada e mudar de vida

Muitos motoristas estão buscando cursos e novas profissões porque a rotina da estrada ficou pesada, cara e longe da família.
Muitos caminhoneiros estão estudando para tentar sair da profissão ou, pelo menos, ter uma segunda opção de renda. A estrada ainda sustenta muita família no Brasil, mas a rotina ficou pesada demais para muita gente. Tem motorista que passa dias longe de casa, dorme em posto, enfrenta fila para carregar, espera horas para descarregar e ainda precisa lidar com frete apertado.
A profissão já não atrai como antes
A falta de motoristas vem sendo discutida no setor de transporte. Uma pesquisa nacional citada pela ABTLP apontou que mais da metade dos caminhoneiros ouvidos pretende deixar a estrada, enquanto outra pesquisa mostrou que 35,08% pensam em mudar de setor nos próximos anos.
Estudar virou saída para quem quer respirar
Tem caminhoneiro fazendo curso técnico, estudando para concurso, aprendendo sobre tecnologia, mecânica, vendas, segurança, logística e até tentando abrir um pequeno negócio. Não é porque o motorista não gosta da estrada. Muitas vezes, é porque o corpo cansa, a família sente falta e o dinheiro já não compensa como antes.
O custo da viagem pesa no bolso
Quem roda sabe que o valor do frete não é tudo. Do dinheiro que entra, sai diesel, pneu, manutenção, alimentação, pedágio, seguro e parcela do caminhão. Se o veículo quebra no trecho, o prejuízo vem rápido. Se fica parado esperando carga, também perde. No fim do mês, tem caminhoneiro que trabalhou demais e viu sobrar pouco.
A estrada também mexe com a família
Muitos motoristas não querem mais viver vendo os filhos crescerem por chamada de vídeo. Tem aniversário perdido, feriado longe de casa, noite mal dormida e pressão para cumprir prazo. Por isso, estudar virou uma forma de tentar mudar de vida sem depender apenas do volante.
Transporte precisa valorizar quem ainda segura o país
O Brasil depende muito do caminhão para levar comida, combustível, remédio, peça, roupa e quase tudo que chega nas cidades. Mesmo assim, a profissão vem perdendo força. Dados analisados pela consultoria ILOS indicam queda no número de motoristas habilitados nas categorias de caminhão nos últimos anos, o que reforça a preocupação com o futuro do transporte
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