STF libera Ferrogrão após 5 anos e projeto melhorar transporte de grãos no Brasil

Depois de cinco anos travada por uma disputa judicial, a Ferrogrão voltou a avançar no Brasil. O Supremo Tribunal Federal decidiu, por nove votos a um, manter a lei aprovada pelo Congresso que permite a construção da ferrovia entre Mato Grosso e Pará.
O projeto prevê quase mil quilômetros de trilhos ligando Sinop, em Mato Grosso, até o porto de Miritituba, no Pará. A ferrovia foi criada para acelerar o escoamento da produção de soja e milho do Centro-Oeste, região que hoje lidera as maiores colheitas do país.
A discussão estava parada desde 2021 por causa de questionamentos envolvendo a redução de parte do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará. Com a decisão do STF, o principal obstáculo jurídico foi derrubado e o projeto agora segue para a fase de licenciamento ambiental.
Os ministros entenderam que o traçado da ferrovia não atravessa terras indígenas e que os impactos ambientais poderão ser compensados durante o desenvolvimento da obra.
Atualmente, grande parte da produção segue pela BR-163, rodovia conhecida pelos problemas de infraestrutura, congestionamentos e acidentes. Em muitos pontos, a estrada ainda possui pista simples e trechos desgastados, principalmente durante períodos de chuva intensa e safra.
Entidades do agronegócio comemoraram a decisão. Segundo representantes do setor, a Ferrogrão poderá reduzir custos logísticos, diminuir o preço do frete e acelerar as exportações brasileiras.
Outro ponto citado é a capacidade de transporte. Enquanto centenas de caminhões são necessários para levar grandes volumes de grãos até os portos, um único trem poderá transportar carga equivalente a mais de 400 caminhões em uma única viagem.
O setor produtivo também defende que a ferrovia pode aliviar parte do fluxo pesado da BR-163, reduzindo desgaste das rodovias e diminuindo o número de acidentes.
Mesmo com a liberação do STF, a Ferrogrão ainda depende das licenças ambientais e de etapas técnicas antes das obras começarem oficialmente. Ainda assim, a decisão já é considerada uma das mais importantes para a infraestrutura logística do país nos últimos anos.
Redação: Brasil do Trecho – Fonte: SBT Brasil
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