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Profissão que fazia o acerto do frete no papel sumiu com a chegada do pagamento eletrônico

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Profissão que fazia o acerto do frete no papel sumiu com a chegada do pagamento eletrônico

A rotina de quem vive da estrada mudou muito nos últimos anos, e uma função antiga acabou perdendo espaço dentro das transportadoras. O profissional que ficava no balcão de frete, fazendo acerto em papel, conferindo dados da viagem e liberando documento para o motorista seguir viagem, praticamente sumiu de muitas operações.

Por muito tempo, esse trabalhador fazia parte do dia a dia de quem puxava carga. O caminhoneiro chegava ao ponto combinado, esperava atendimento, passava placa, destino, nome do contratante, valor da viagem e recebia o papel que servia como base para o pagamento. Era uma rotina comum, principalmente para autônomos que rodavam de cidade em cidade atrás de carga.

Com o avanço do pagamento eletrônico, esse modelo perdeu força. O que antes dependia de caneta, carimbo, fila e conferência manual passou a ser feito por sistema. Hoje, os dados da operação precisam ser registrados de forma digital, com informações do contratante, do transportador, do veículo, da carga, da origem, do destino e dos valores envolvidos.

Do papel ao sistema digital

O balcão deixou de ser o centro do acerto da viagem. A função não desapareceu de um dia para o outro, mas foi sendo substituída por plataformas, setores administrativos mais enxutos e processos integrados. O motorista continua precisando receber corretamente, mas o caminho até esse pagamento ficou mais controlado.

Para quem vive no trecho, a mudança trouxe dois lados. Em locais organizados, a liberação ficou mais rápida, com menos espera e menos risco de erro no papel. Em outras situações, quando o sistema falha ou a empresa demora para lançar os dados, o caminhoneiro ainda sente o peso da burocracia, porque caminhão parado representa diária perdida, combustível gasto e atraso na próxima carga.

A antiga função do atendente que resolvia tudo no balcão virou parte de uma lembrança da estrada. Era ele quem explicava o acerto, entregava o documento e muitas vezes ouvia a reclamação do motorista depois de horas esperando. Com a digitalização, esse contato humano diminuiu e a rotina ficou mais fria, porém mais rastreável.

O fim desse modelo mostra como a tecnologia não mudou apenas os caminhões e os motores. Ela também mexeu nos escritórios, nos pátios e nas pequenas funções que faziam a engrenagem do transporte rodoviário girar todos os dias.

Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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