Fala do motorista vira ponto central na apuração de acidente com ônibus no Ceará

Um detalhe relatado após o acidente com o ônibus que levava uma equipe de basquete de Juazeiro do Norte passou a ser tratado como ponto importante na investigação. O veículo tombou na madrugada desta segunda-feira, 15 de junho, na CE-187, nas proximidades do distrito de Santa Teresa, em Tauá, no interior do Ceará. Sete jovens morreram e dezenas de pessoas ficaram feridas.
Até o momento, a causa oficial do acidente ainda não foi fechada. A perícia deve apontar se houve falha mecânica no ônibus, erro na condução ou outro fator ligado ao trecho da rodovia. A apuração inicial, no entanto, ganhou força depois que um bombeiro que atuou no atendimento disse que o motorista apresentou versões diferentes sobre o que teria acontecido antes do tombamento.
De acordo com o relato divulgado, o condutor teria falado primeiro que cochilou enquanto dirigia. Depois, teria citado buracos na pista. O bombeiro afirmou que a equipe verificou o trecho e não encontrou buracos no local indicado. Mesmo assim, essa informação ainda não representa uma conclusão oficial, já que o caso segue sob investigação da Polícia Civil e da Perícia Forense.
O ônibus transportava atletas e integrantes da Associação Desportiva e Cultural de Juazeiro do Norte, que retornavam de Sobral após a participação na Copa Sobral 2026. O grupo seguia para Juazeiro do Norte quando o veículo saiu da pista e tombou às margens da rodovia.
Outro ponto que será analisado é o uso do cinto de segurança. Informações repassadas por agentes que atenderam a ocorrência indicam que passageiros estavam sem o equipamento no momento do acidente. Com o tombamento, algumas vítimas foram arremessadas para fora do veículo, o que pode ter agravado as consequências da tragédia.
Após o acidente, o motorista recebeu atendimento médico, foi levado a uma unidade de saúde e deixou o local durante o atendimento. Mais tarde, ele se apresentou na Delegacia de Polícia Civil de Tauá. A Prefeitura de Juazeiro do Norte informou que o ônibus estava regularizado, que a empresa havia sido contratada por processo formal e que o condutor tinha habilitação compatível para a função.
A investigação agora deve cruzar depoimentos, análise do veículo, marcas na pista e laudos técnicos para definir o que causou o tombamento.
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