Réu acusado de matar caminhoneiro vai a júri popular em SC

Um homem acusado de matar o caminhoneiro Jhonatam Junior da Silva Novask, de 30 anos, terá seu caso julgado pelo Tribunal do Júri. A decisão foi tomada pela Justiça da Comarca de Ponte Serrada, em Santa Catarina, e também revogou a prisão preventiva do réu. Agora, ele responderá ao processo em liberdade, mas com medidas cautelares.
O crime e a decisão judicial
O crime aconteceu na manhã de 27 de julho de 2025, por volta das 8h30, em uma via paralela à BR-282, perto de um posto de combustíveis em Ponte Serrada. Segundo as investigações, um desentendimento no trânsito teria evoluído para uma briga entre os envolvidos. Durante a confusão, o caminhoneiro foi atingido por golpes de faca e, mesmo com atendimento do Samu e do Corpo de Bombeiros, não resistiu aos ferimentos.
A decisão de pronúncia encerra a fase de instrução processual e reconhece indícios suficientes para que o caso seja analisado pelos jurados. A data do julgamento ainda não foi definida pela Justiça.
Defesa alega legítima defesa
A defesa do acusado afirmou que sempre sustentou uma versão diferente da divulgada inicialmente. Segundo os advogados, o réu estava em um posto de combustíveis tentando acalmar a esposa quando a vítima chegou ao local. Eles alegam que o caminhoneiro iniciou uma discussão que evoluiu para agressões físicas.
Os defensores também afirmam que o investigado estava desarmado, portando apenas um celular, e teria ficado encurralado junto ao próprio veículo durante o confronto. Para a defesa, a reação que resultou na morte do caminhoneiro ocorreu em contexto de legítima defesa.
“O juízo acolheu o nosso pedido para revogar a prisão preventiva, aplicando apenas medidas cautelares simples. Com isso, ficou reconhecido que ele não oferece risco à ordem pública e responderá aos demais atos do processo em liberdade”, declarou o advogado Anderson Fedatto à Rádio Capinzal.
A defesa também destacou o histórico do acusado, ressaltando que ele é motorista profissional há mais de 40 anos e tem conduta considerada ilibada. Embora o caso tenha sido encaminhado ao Tribunal do Júri, os advogados mantêm a expectativa de absolvição.
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