Caminhoneiro de 37 anos é encontrado morto em cabine e espera por carga expõe risco em Cajamar

O caminhoneiro Olindio Fabrício Rocha da Silva, de 37 anos, foi encontrado morto dentro da cabine do próprio caminhão na manhã de quinta-feira, 2 de julho. O veículo estava estacionado em uma área usada para espera de carregamento no bairro de Jordanésia, em Cajamar, na Grande São Paulo.
Natural de Minas Gerais e morador de Miradouro, Olindio era conhecido pelos colegas como Fabricinho. Outros profissionais que aguardavam atendimento no local encontraram o corpo e acionaram as autoridades. A área foi isolada para o trabalho da perícia.
O caminhoneiro apresentava um ferimento na cabeça, mas não foram identificadas marcas de disparos ou golpes de faca. Dentro da cabine, os peritos encontraram sinais de luta corporal. O espaço estava revirado, o vidro da porta do passageiro havia sido quebrado e objetos pessoais estavam espalhados nas proximidades do veículo.
A ocorrência foi registrada inicialmente como homicídio. A polícia trabalha com diferentes possibilidades, entre elas uma tentativa de roubo seguida de morte ou uma ação motivada por vingança. Até o momento, não há informação pública sobre suspeitos identificados ou presos.
A morte também revelou as condições enfrentadas durante a espera por carga em Cajamar, município que concentra grandes centros de distribuição. Relatos divulgados após o crime apontam que algumas empresas não autorizam os caminhões a permanecer nos pátios antes do atendimento. Com isso, os veículos ficam estacionados durante horas em ruas e acessos com pouca iluminação e sem vigilância.
A AJB Transportadora, onde Fabricinho trabalhava, publicou uma nota lamentando a morte e tratou o episódio como uma tentativa de roubo. A empresa declarou que nenhum profissional deveria sair para trabalhar e deixar de voltar para casa por causa da violência.
A família foi comunicada e iniciou os procedimentos para a liberação e o transporte do corpo até Miradouro. A empresa onde o caminhoneiro aguardava para realizar o carregamento ainda não havia divulgado posicionamento público.
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