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Motorista de ônibus troca o volante e agora muda o sorriso das pessoas

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Motorista de ônibus troca o volante e agora muda o sorriso das pessoas

A vida de quem trabalha dentro de um ônibus começa cedo, exige atenção o dia todo e quase sempre deixa pouco espaço para sonhos fora da rotina. Mesmo com esse peso diário, José Ribeiro conseguiu transformar uma história comum do transporte coletivo em uma virada daquelas que parecem roteiro de filme brasileiro.

Durante dez anos, ele trabalhou em coletivos do sistema Transcol, no Espírito Santo. Primeiro começou como cobrador, seguindo um caminho conhecido por muita gente que entra no setor para garantir o sustento da família. Com o tempo, passou para a função de motorista e assumiu a responsabilidade de conduzir passageiros todos os dias.

A rotina era pesada. José morava em Cariacica e precisava acordar por volta das 4h da manhã para chegar ao trabalho na Serra. Depois de cumprir a jornada nos ônibus, ainda encontrava forças para estudar. O objetivo era deixar de apenas levar pessoas pela cidade e passar a cuidar delas de outra forma.

O sonho ganhou força depois do incentivo da família. Ele fez o Enem, conseguiu bolsa parcial pelo Prouni e também contou com financiamento estudantil para seguir na faculdade. No início, entrou em Farmácia, mas logo percebeu que queria mesmo era Odontologia. A mudança de curso virou também o começo de uma nova vida.

A trajetória teve cobrança, cansaço e muitos dias difíceis. Trabalhar no transporte coletivo exige paciência, responsabilidade e controle emocional. Estudar depois disso não é simples. Ainda assim, José manteve o plano vivo até se formar como cirurgião-dentista.

A mudança ficou ainda mais marcante quando ele foi aprovado em primeiro lugar em um processo seletivo para atuar como dentista pela Secretaria de Estado da Saúde, em Irupi, na Região do Caparaó. A convocação marcou a saída definitiva da rotina nos ônibus e o início da carreira na saúde.

Hoje, a história de José mostra que um motorista de ônibus troca de profissão quando encontra uma chance real de virar a chave. O volante ficou para trás, mas a disciplina aprendida no transporte coletivo continuou fazendo parte do caminho. Agora, em vez de conduzir passageiros, ele ajuda a cuidar do sorriso das pessoas.

Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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