Agronegócio

Geada no feijão aperta a safra e pode deixar o grão mais caro

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Geada no feijão aperta a safra e pode deixar o grão mais caro

A geada no feijão já mexe com o campo e começa a aparecer no radar do consumidor. Depois de semanas com clima irregular, produtores do Sul do país passaram a lidar com perdas em lavouras que estavam em fase delicada, principalmente na segunda safra. O ponto mais sensível está no Paraná, estado com peso forte na produção nacional e grande influência na oferta que chega aos armazéns. Essa combinação deixa o mercado mais sensível, porque pequenos cortes na oferta de qualidade já alteram o preço negociado na origem.

O frio intenso não atinge apenas a folha da planta. Quando a geada aparece no período de florada, formação de vagens ou enchimento dos grãos, o prejuízo pode ser maior. A planta sente o choque térmico, parte das flores pode cair, as vagens podem se formar com falhas e o grão tende a perder tamanho, peso e padrão comercial. Isso reduz a quantidade de feijão de melhor qualidade disponível para venda.

O cenário ficou mais apertado porque a safra já vinha enfrentando atraso em algumas regiões. A falta de chuva em parte do ciclo, seguida por instabilidade e frio forte, deixou o trabalho no campo mais difícil. Em áreas onde o grão foi colhido com umidade alta, o produtor ainda precisa secar o produto antes da comercialização, o que aumenta custo, reduz ritmo de entrega e deixa compradores mais seletivos.

No mercado, o reflexo apareceu primeiro entre cerealistas, empacotadores e atacadistas. O feijão carioca de melhor padrão seguiu valorizado em várias praças, enquanto o feijão preto também ganhou força em momentos de oferta curta. Com o avanço da colheita, os lotes de qualidade superior continuam sendo mais disputados, justamente porque nem toda produção atingida pelo frio chega ao mercado com o mesmo aproveitamento.

Para o consumidor, o efeito costuma vir alguns dias depois. O preço no supermercado depende do estoque das redes, do custo de compra dos empacotadores e da velocidade de reposição. Quando a oferta de grãos bons diminui, o pacote pode chegar mais caro, principalmente nas regiões que dependem do abastecimento vindo do Sul e de Minas Gerais.

A produção nacional ainda deve garantir o abastecimento, mas o mercado trabalha com atenção redobrada para clima, qualidade dos lotes e ritmo da colheita. No campo, cada nova frente fria muda a conta do produtor. Na prateleira, o feijão segue como um dos alimentos mais acompanhados pelas famílias brasileiras.

Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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