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Prazo da MP do Frete aperta e líder caminhoneiro cita greve nacional

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Prazo da MP do Frete aperta e líder caminhoneiro cita greve nacional

A disputa pela MP 1.343/2026 ganhou um novo capítulo após Wallace Landim, conhecido como Chorão, elevar a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores afirmou em vídeo que uma paralisação nacional poderá ser convocada se a proposta não entrar em votação e perder a validade.

O texto está no Congresso com status de “aguardando leitura” e precisa ser analisado até 16 de julho de 2026. A Câmara dos Deputados aprovou a medida em 17 de junho, mas as mudanças feitas pelos parlamentares exigem uma nova votação no Senado. Sem a aprovação dentro do prazo, as regras deixam de valer.

Por que a MP do Frete é importante para os caminhoneiros

A proposta reforça o cumprimento do piso mínimo do frete, torna obrigatório o registro das operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte, o CIOT, e amplia os mecanismos de fiscalização. A intenção é reduzir contratos abaixo do valor mínimo calculado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres.

Durante a tramitação, o texto recebeu outros pontos. Entre eles estão um piso salarial nacional de R$ 5 mil para motoristas empregados em viagens de longa distância, mudanças ligadas ao excesso de carga e velocidade, além de anistias envolvendo multas administrativas e bloqueios ocorridos após as eleições de 2022.

Na avaliação de Wallace Landim, a MP ajuda a enfrentar fretes que não cobrem os custos reais da viagem e amplia a atuação da ANTT. O dirigente também citou dificuldades com frete de retorno, pesagem entre eixos e cobranças que, na visão da entidade, reduzem a renda de quem trabalha por conta própria.

Indústria critica aumento de custos

Enquanto representantes dos caminhoneiros pressionam pela votação, entidades industriais fazem oposição ao modelo. Uma sondagem da Confederação Nacional da Indústria, realizada com 1.571 empresas, apontou que 94% das empresas que contratam frete perceberam efeitos negativos da política de pisos mínimos. A estimativa média de aumento nos custos foi de 16,4% em comparação com um cenário de livre negociação.

Até 11 de julho de 2026, as fontes consultadas tratavam o movimento como uma possibilidade condicionada, sem registrar paralisação nacional em andamento ou data confirmada. A manifestação divulgada por Chorão funciona como um ultimato ligado ao prazo da MP, enquanto o Senado ainda precisa decidir se coloca o projeto em votação antes de 16 de julho.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.