Santa Catarina tem 8 mil caminhões parados e salário passa de R$ 3,6 mil

Santa Catarina enfrenta uma falta pesada de profissionais para dirigir caminhões. Dados divulgados por entidades ligadas ao setor de cargas apontam que entre 7 mil e 8 mil veículos estão parados no estado porque as empresas não encontram condutores disponíveis. A estimativa mais usada é de 8 mil caminhoneiros em falta, considerando a necessidade de ao menos um profissional para colocar cada caminhão novamente em operação.
O número ganhou força após um levantamento do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Sul de Santa Catarina. A ausência de profissionais estaria causando perdas superiores a R$ 30 milhões por mês. O impacto aparece nas transportadoras, nos prazos de entrega e no custo para manter veículos financiados sem produzir receita.
A falta de caminhoneiros em Santa Catarina não está ligada apenas à quantidade de vagas. Empresas também enfrentam dificuldade para encontrar profissionais com experiência, habilitação adequada, exame toxicológico em dia e disponibilidade para viagens longas. O envelhecimento da categoria e a entrada menor de jovens ajudam a explicar por que tantas cabines continuam vazias.
Os salários mudam conforme o tipo de caminhão, a carga, a distância percorrida e os adicionais pagos pela empresa. Dados salariais atualizados em 2026 indicam média próxima de R$ 2,6 mil por mês para motorista de caminhão contratado no estado. Para motorista de carreta, a média divulgada fica perto de R$ 3,6 mil mensais, cerca de 8% acima da média nacional registrada pela plataforma de empregos.
Em algumas empresas, o valor recebido pode crescer com horas extras, diárias, comissão por produtividade, adicional noturno, periculosidade e benefícios. Vagas para operações mais exigentes também podem oferecer ganhos maiores, principalmente quando envolvem carreta, carga especial ou viagens interestaduais. Esses pagamentos são feitos pelas transportadoras e empresas contratantes, e não pelo estado de Santa Catarina.
A rotatividade também pesa. Profissionais experientes recebem propostas de diferentes empresas e podem trocar de emprego em busca de melhor remuneração, escala mais organizada ou rotas menos desgastantes. Para preencher as vagas, transportadoras passaram a investir em treinamento, acompanhamento de novos condutores e programas para ampliar a presença de mulheres no setor.
Com milhares de veículos sem motorista, Santa Catarina se tornou um dos exemplos mais claros da falta de caminhoneiros no país. O número de 8 mil representa uma estimativa operacional baseada nos caminhões parados, e não um cadastro oficial de vagas abertas.
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