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Caminhoneiro

Cadê os caminhoneiros das antigas? Pátios de postos já não são mais os mesmos

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Cadê os caminhoneiros das antigas? Pátios de postos já não são mais os mesmos
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Quem viveu a estrada há alguns anos lembra bem. No fim da tarde, bastava chegar a um posto conhecido para encontrar o pátio cheio, rodas de conversa perto dos caminhões e motoristas trocando informações sobre frete, oficina, fiscalização e condições da pista.

Essa imagem está ficando mais rara. Parte dos caminhoneiros das antigas deixou a profissão, se aposentou ou passou a fazer viagens mais curtas. Dados da Senatran apresentados em 2025 mostram que o número de motoristas habilitados para caminhão caiu cerca de 20% em uma década, enquanto a idade média da categoria aumentou.

Os profissionais mais novos também chegam com outro jeito de trabalhar. O celular tomou o lugar de boa parte da conversa no pátio. Aplicativos mostram rotas, postos, oficinas e situação das rodovias. Depois de estacionar, alguns preferem ficar dentro da cabine, assistir a vídeos ou falar com a família.

A pressa das transportadoras, os horários de entrega e o medo de roubos também mudaram as paradas. O posto deixou de ser apenas um lugar de encontro. Para boa parte dos motoristas, virou um ponto rápido para abastecer, tomar banho, comer e seguir viagem.

A parada continua sendo necessária. A legislação exige períodos de descanso e os Pontos de Parada e Descanso devem oferecer estrutura segura aos profissionais. A PRF informa que o motorista precisa cumprir 11 horas de repouso dentro de um período de 24 horas, além das pausas durante a direção.

O que está sumindo é aquela convivência demorada. O café tomado em grupo, a história contada várias vezes, a ajuda para mexer no caminhão e a amizade feita sem precisar saber o nome completo do colega. Nos pátios mais vazios, ainda aparecem alguns veteranos, mas a roda já não reúne tanta gente como antes.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.