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Caminhoneiro

Jovens sabem dirigir caminhão, mas travam na hora de colocar a lona e regular freio

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Jovens sabem dirigir caminhão, mas travam na hora de colocar a lona e regular freio
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A nova geração de caminhoneiros chega às estradas sabendo conduzir veículos modernos, usar câmbio automatizado, GPS e aplicativos de rota. O problema aparece quando o serviço exige algo além do volante. Parte dos novatos não sabe esticar a lona, conferir uma amarração ou perceber um defeito simples antes de sair do pátio.

Entre os veteranos, esse assunto rende conversa. Antigamente, era comum o motorista acompanhar de perto a manutenção, conhecer o barulho do caminhão e resolver pequenos apertos durante a viagem. Hoje, vários condutores entram na profissão depois de cursos rápidos e começam a trabalhar em veículos mais novos, cercados de eletrônica e assistência técnica.

Isso não significa que o jovem seja um motorista ruim. Ele pode dirigir bem, respeitar horários e cuidar da carga. Só que a rotina do transporte cobra experiência prática. Uma lona mal colocada pode soltar com o vento, molhar a mercadoria ou virar risco para quem vem atrás. Uma amarração feita de qualquer jeito também pode deixar a carga correr dentro da carroceria.

A parte do freio exige ainda mais cuidado. Caminhões antigos permitiam alguns ajustes conhecidos pelos motoristas mais rodados. Nos modelos atuais, mexer sem treinamento pode causar falha grave. O condutor precisa saber identificar sinais de problema, fazer a checagem antes da viagem e procurar manutenção especializada. Não é serviço para improviso no acostamento.

A diferença entre as gerações também passa pelo jeito como os novos profissionais aprendem. Antes, muito conhecimento era passado de pai para filho, de ajudante para motorista ou em meses de trabalho ao lado de alguém experiente. Agora, tem gente que tira a categoria necessária, recebe a chave e já encara estrada longa sem conhecer todas as tarefas do dia a dia.

Um período ao lado de um motorista experiente pode diminuir essa distância. No pátio, o novato aprende detalhes que não aparecem na prova e nem sempre são mostrados no curso.

Empresas de transporte também têm parte nessa mudança. Quando falta treinamento no pátio, o motorista aprende no susto. Mostrar como cobrir a carga, usar cintas, conferir pneus, observar vazamentos e reconhecer alertas do painel deveria fazer parte da entrada no emprego.

O caminhão ficou mais confortável e tecnológico, mas o trabalho não virou apenas dirigir. Quem vive de frete ainda precisa entender a carroceria, a carga e os sinais da máquina. Na hora em que a lona começa a bater ou aparece um aviso no sistema de freio, não basta saber segurar o volante.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.