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Ônibus

Empresas procuram motoristas, porém experiência exigida fecha a primeira porta

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Empresas procuram motoristas, porém experiência exigida fecha a primeira porta
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As empresas de ônibus dizem que está difícil encontrar motoristas, mas quem tenta começar na profissão enfrenta outro problema: quase todas querem alguém com experiência. A pessoa consegue a CNH D, faz o curso para transporte coletivo e, na hora de procurar emprego, escuta que ainda não está pronta.

A conta não fecha. Sem uma empresa disposta a ensinar, o candidato não consegue experiência. Sem experiência, continua fora das seleções. Enquanto isso, ônibus ficam parados, viagens precisam ser reorganizadas e trabalhadores mais antigos seguem sobrecarregados.

Uma pesquisa da Confederação Nacional do Transporte mostrou que quase metade das empresas do transporte rodoviário intermunicipal de passageiros tinha vagas abertas para motoristas em 2025. A falta de mão de obra qualificada apareceu entre os maiores problemas apontados pelo setor.

No transporte urbano e metropolitano, a dificuldade também é grande. Estimativas divulgadas pela CNT indicaram falta de motoristas em 53,4% das viações. Algumas empresas passaram a criar treinamentos próprios para tentar preencher as vagas sem depender apenas de profissionais antigos.

Um desses projetos foi criado pela Suzantur, no ABC Paulista. O programa recebe pessoas que já possuem CNH D ou E e curso de transporte coletivo, mas nunca conseguiram trabalhar com ônibus por falta de prática registrada. Os participantes passam por aulas e acompanhamento antes de assumir uma linha.

Esse tipo de vaga ainda é pouco encontrado. Em vários anúncios, a empresa pede seis meses, um ano ou até mais tempo de trabalho comprovado. Para quem acabou de pagar habilitação, exames e cursos, a exigência vira uma barreira difícil de passar.

O SEST SENAT abriu em 2026 uma nova edição do programa Mais Motoristas, que paga a mudança de categoria da CNH e oferece formação para transporte de cargas ou passageiros. A iniciativa conta com mais de 130 unidades participantes pelo país. Na primeira edição, mais de 55 mil pessoas se inscreveram, mostrando que existe gente interessada em entrar na profissão.

As empresas que oferecem treinamento acompanhado conseguem avaliar o candidato na prática, corrigir erros e preparar novos profissionais para a rotina. Já quem exige experiência sem abrir vagas de entrada acaba procurando sempre os mesmos motoristas disponíveis no mercado.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.