Ex-D20 da PRF ganhou motor V8 após deixar as rodovias

Uma Chevrolet D20 que pertenceu à Polícia Rodoviária Federal ganhou uma nova vida após deixar o serviço público. A antiga viatura, conhecida por ter trabalhado nas rodovias, recebeu um motor V8 quando já estava nas mãos de um proprietário particular.
A mudança não foi feita pela PRF. Durante o período em que pertenceu à corporação, a caminhonete usava motorização a diesel, configuração comum nas D20 vendidas no Brasil. O V8 foi instalado mais tarde, depois da retirada do veículo da frota policial.
Um edital oficial da PRF ajuda a separar as duas fases da picape. O documento registra uma Chevrolet D20 azul, ano 1992, placa GMF-0381, colocada à venda em um leilão realizado em 2008. A descrição informa que o veículo era movido a diesel e tinha lance mínimo de R$ 5 mil.
O registro não cita motor V8 porque a alteração ainda não existia naquele momento. A troca aconteceu após a venda, quando o veículo deixou de ser patrimônio da União e passou a receber modificações feitas fora da PRF.
Esse detalhe acabou gerando confusão em publicações e conversas sobre viaturas antigas. Ao ver a D20 com pintura ligada à Polícia Rodoviária Federal e escutar o ronco do V8, algumas pessoas entenderam que a preparação teria sido usada em patrulhamento. Não foi isso que aconteceu.
A caminhonete trabalhou como viatura diesel. O visual ligado à PRF foi mantido ou recuperado depois, enquanto o conjunto mecânico recebeu uma preparação bem diferente da original. A instalação transformou a antiga picape de serviço em um veículo personalizado, voltado para exposição, encontros ou uso particular.
A D20 brasileira saiu de fábrica com motores diesel de quatro cilindros. Dependendo do ano, eram usados conjuntos Perkins ou Maxion, aspirados ou turbinados. O modelo não teve uma opção V8 original produzida pela Chevrolet no país.
Ainda não foi encontrado um registro público detalhando qual motor V8 foi instalado, a potência alcançada ou o nome da oficina responsável pelo trabalho. Essas informações dependem de relatos, imagens ou documentos apresentados pelo atual ou por antigos proprietários da caminhonete.
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