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Scania

Caminhão elétrico faz rota entre Cajamar e Taubaté em teste de seis meses

3 minutos de leitura
SCANIA-ELETRICO
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Amazon, DHL Supply Chain e Scania colocaram um caminhão extrapesado totalmente elétrico para trabalhar em uma rota usada no transporte de cargas entre Cajamar e Taubaté, no estado de São Paulo.

O projeto começou em outubro de 2025 e tinha duração prevista de seis meses. A operação usou o Scania 30G 4×2, primeiro cavalo mecânico 100% elétrico da fabricante colocado nesse tipo de teste no Brasil.

O caminhão saía do centro de triagem CGH7 da Amazon, em Cajamar, com destino à base da transportadora To Do Green. As cargas eram gerenciadas pela DHL Supply Chain.

Durante as viagens, sistemas de telemetria acompanhavam o consumo de energia, a eficiência, o trajeto e o desempenho do veículo. A intenção era descobrir se um caminhão elétrico pesado conseguiria manter uma operação regular fora das entregas urbanas.

Autonomia de até 250 quilômetros

O Scania 30G possui autonomia aproximada de 250 quilômetros e motor elétrico com potência de 300 kW. Sua capacidade técnica de combinação chega a 66 toneladas.

O modelo também conta com:

  • Dois conjuntos de baterias, totalizando 416 kWh;
  • Torque de 1.150 Nm;
  • Potência de regeneração de 330 kW;
  • Conector CCS2;
  • Recarga com potência de até 375 kW.

Segundo a Scania, em uma estrutura adequada, a bateria pode receber carga completa em aproximadamente 50 minutos. O tempo real depende da potência disponível no carregador e das condições da bateria.

Teste passa pela Rodovia Presidente Dutra

Parte do percurso acontece na Rodovia Presidente Dutra, uma das ligações mais movimentadas entre São Paulo e Rio de Janeiro.

A operação foi incluída na Aliança Laneshift e-Dutra, apresentada durante a COP30, em novembro de 2025. O projeto pretende desenvolver um corredor para caminhões elétricos, com pontos de recarga ao longo da rodovia.

A iniciativa reúne empresas de logística, fabricantes, operadores de recarga e organizações como C40 Cities e The Climate Pledge. A meta divulgada é criar condições para mais de mil caminhões elétricos circularem diariamente no corredor Rio–São Paulo até 2030.

Recarga ainda é o maior obstáculo

A autonomia permite trabalhar em rotas planejadas, nas quais o caminhão sai de uma base e encontra carregador no ponto de retorno. Fora desses corredores, a falta de eletropostos preparados para veículos pesados ainda limita a operação.

Também será necessário comparar o preço de compra, o tempo parado para carregar, o peso das baterias, a capacidade de carga e o gasto com energia. Esses números vão mostrar em quais rotas o elétrico consegue competir com caminhões a diesel, gás ou biometano.

A própria Scania avalia que, neste primeiro momento, o modelo elétrico atende melhor operações urbanas e regionais de até 250 quilômetros, principalmente em viagens entre centros logísticos. Para percursos acima de 600 quilômetros, a fabricante ainda aponta diesel, biodiesel e gás natural liquefeito entre as alternativas disponíveis.

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    Sobre o autor

    Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.