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Caminhoneiro

Canadá tem menos vagas para caminhoneiros, mas escassez pode voltar

3 minutos de leitura
Canadá tem 2 mil vagas para caminhoneiros e salário de até R$ 24 mil por mês
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A falta de caminhoneiros perdeu força no Canadá em 2026, mas não porque o país conseguiu formar profissionais suficientes. O que diminuiu foi a procura das empresas por novos motoristas.

Segundo Craig Faucette, diretor de operações da Trucking HR Canada, a economia canadense desacelerou e a demanda pelo transporte de cargas caiu. Com menos mercadorias circulando, as transportadoras passaram a precisar de menos trabalhadores.

Entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, o setor canadense de transporte rodoviário e logística perdeu aproximadamente 30.500 postos de trabalho. Somente entre motoristas de caminhão, a redução chegou a 18 mil vagas no período.

Falta de profissionais pode voltar

A oferta de motoristas experientes continua encolhendo. Em abril de 2026, havia 900 caminhoneiros a menos procurando emprego do que no mesmo mês do ano anterior.

No período, o número de motoristas empregados também caiu em aproximadamente 23.600 profissionais. Esses dados indicam que o país continua sem resolver a renovação da categoria.

A expectativa é que a escassez volte a aparecer quando a economia e o comércio exterior crescerem novamente. Os caminhões transportam cerca de 70% das mercadorias negociadas entre Canadá, Estados Unidos e México, deixando o setor bastante dependente da movimentação entre os três países.

Em maio, o mercado já apresentou uma reação. O transporte e a logística criaram 21.500 empregos na comparação anual, enquanto o número de caminhoneiros trabalhando aumentou em 17.800 somente na passagem de abril para maio. Mesmo assim, a quantidade total de motoristas ainda estava 3,4% abaixo do resultado de maio de 2025.

Jovens enfrentam barreira do seguro

Uma das dificuldades das transportadoras é contratar profissionais com menos de 25 anos. Seguradoras privadas costumam evitar a cobertura de jovens sem treinamento mais longo ou experiência comprovada.

Depois de conseguir a habilitação comercial obrigatória, muitos iniciantes precisam participar de programas internos de preparação antes de dirigir sozinhos. Em Quebec, algumas escolas públicas oferecem formações com até 600 horas, incluindo prática dentro das empresas.

A distância da família também afasta candidatos. Vagas de longa distância continuam sendo mais difíceis de preencher, enquanto os trabalhos regionais, nos quais o motorista retorna para casa diariamente, atraem mais interessados.

Para reduzir esse problema, algumas transportadoras dividem uma viagem longa entre vários profissionais. Um motorista leva a carreta até uma base intermediária e outro assume o restante do percurso.

Mulheres são apenas 4% dos motoristas

As mulheres representam aproximadamente 4% dos caminhoneiros canadenses. Entre as dificuldades relatadas aparecem segurança nos pontos de parada e falta de instrutoras para acompanhar novas motoristas durante o treinamento.

Empresas também estão investindo em acompanhamento profissional durante o primeiro ano de trabalho. Segundo a Trucking HR Canada, motoristas que recebem apoio, treinamento contínuo e orientação desde a contratação apresentam maior chance de permanecer na transportadora.

Renovação da frota, preparação para neve, simuladores, benefícios, folgas e garantia mínima de horas trabalhadas aparecem entre as medidas usadas para manter os profissionais.

A menor procura observada em 2026 não significa que sobraram caminhoneiros no Canadá. O setor atravessa um período de redução temporária das contratações, enquanto continua perdendo motoristas experientes e encontra dificuldade para atrair uma nova geração.

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    Sobre o autor

    Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.