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Geração Z pode enfrentar aposentadoria mais difícil no futuro

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Caminhoneiro idoso dirigindo
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A aposentadoria da Geração Z pode ficar mais difícil nas próximas décadas, mas não é correto afirmar que ela deixará de existir. O risco está no aumento de idosos em velocidade maior que o crescimento da população que trabalha e contribui.

Em 2024, o Brasil teve 76,6 milhões de pessoas que fizeram pelo menos uma contribuição previdenciária. A média mensal foi de 62,2 milhões. Isso mostra que o número de contribuintes ainda não entrou em colapso. O problema aparece quando se olha para o futuro.

No fim daquele ano, a Previdência mantinha cerca de 40,6 milhões de benefícios ativos, incluindo aposentadorias, pensões, auxílios e benefícios assistenciais. Não é uma comparação direta entre pessoas, mas revela o tamanho da estrutura que precisa ser financiada todos os meses.

A analogia da carreta subindo a serra

Imagine a Previdência como uma carreta carregada subindo uma serra.

Os trabalhadores que contribuem são o motor e os eixos que puxam o conjunto. Os aposentados, pensionistas e demais beneficiários representam a carga que precisa chegar ao destino com segurança.

Enquanto existem muitos trabalhadores contribuindo, o caminhão consegue vencer a subida. Mas, quando menos jovens entram no mercado formal e mais pessoas passam a receber benefícios, novos pallets são colocados na carroceria sem que o motor fique mais forte.

A carreta continua andando, mas começa a exigir mais combustível, manutenção e esforço de quem está puxando.

Nesse exemplo, o governo teria algumas alternativas: aumentar a quantidade de contribuintes, cobrar mais contribuições, colocar dinheiro dos impostos, elevar a idade para aposentadoria ou alterar o cálculo dos benefícios. Qualquer mudança dependeria de nova legislação. Não acontece automaticamente.

Brasil terá muito mais idosos

O IBGE calcula que os brasileiros com 60 anos ou mais representavam 15,6% da população em 2023. Em 2070, quando parte da Geração Z estará aposentada ou perto disso, essa parcela poderá chegar a 37,8%.

A taxa de fecundidade caiu para 1,57 filho por mulher em 2023. A população brasileira deve atingir seu ponto máximo em 2041 e começar a diminuir depois disso. Em outras palavras, haverá proporcionalmente menos jovens entrando no mercado e mais pessoas vivendo por muitos anos após a aposentadoria.

O trabalho informal também pesa. Quem passa anos trabalhando sem recolher ao INSS não ajuda a financiar o sistema naquele período e ainda acumula menos tempo para pedir seu próprio benefício.

O INSS alerta que apenas os meses com contribuição são considerados. Longos períodos sem recolhimento podem fazer o trabalhador demorar mais para completar os requisitos da aposentadoria.

A frase mais correta seria:

A aposentadoria da Geração Z pode ficar mais difícil se o crescimento dos contribuintes não acompanhar o aumento da população idosa.

Isso pode significar aposentadoria mais tarde, necessidade de contribuir por mais tempo ou benefício menor em relação ao último salário. Não existe, porém, uma regra aprovada determinando hoje que isso acontecerá.

Para a Geração Z, depender somente do INSS pode ser parecido com viajar por uma estrada longa contando com um único posto de combustível. Contribuir regularmente garante proteção previdenciária, enquanto uma reserva própria ou previdência complementar pode funcionar como tanque auxiliar. Na previdência complementar, o benefício depende dos recursos acumulados pelo próprio participante ao longo do tempo.

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    Sobre o autor

    Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.