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Ônibus

Waguinho Guitar relata crise no turismo e revela desânimo

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Waguinho Guitar relata crise no turismo e revela desânimo
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O motorista e influenciador Waguinho Guitar usou as redes sociais para falar sobre o momento difícil vivido por pequenos empresários do turismo de excursões. Segundo ele, a falta de viagens, os ônibus parados e a incerteza sobre os próximos meses têm tirado o ânimo de quem depende do setor.

Waguinho contou que ficou mais afastado do YouTube e do Instagram porque não estava bem para aparecer. Apesar de ter algumas viagens previstas, ele passou dois finais de semana sem trabalhar e disse que a preocupação não está apenas no mês seguinte, mas no futuro do negócio.

O relato não ficou limitado à empresa dele. O motorista afirmou que recebe mensagens de donos de ônibus de sua região e até de Belo Horizonte procurando viagens que possam ter sobrado. Alguns empresários perguntam se existe algum serviço que ele não conseguirá atender, algo que, segundo Waguinho, antes seria difícil de imaginar.

Nos grupos de transportadores, a conversa também é de apreensão. Ele disse que há guias reunindo três, quatro ou até cinco profissionais para conseguir completar um ônibus de 46 lugares ou um veículo de dois andares, com capacidade para 64 passageiros. Para ele, isso mostra que a dificuldade não está apenas em uma cidade.

“O setor está muito parado”, afirmou o influenciador. Waguinho reconhece que existem empresas e guias conseguindo lotar viagens, mas acredita que esses casos não mostram a realidade de boa parte dos pequenos operadores.

O peso maior aparece quando chegam as despesas. Um ônibus parado continua gerando prestação, manutenção, documentação e outros custos fixos. O empresário também precisa retirar algum valor para sustentar a casa, mesmo quando o movimento diminui.

Durante o desabafo, Waguinho disse que, em certas situações, um motorista empregado pode receber mais do que o próprio dono da pequena empresa consegue retirar por mês. Ele afirmou que já não pensa em aumentar a frota e prefere manter o negócio funcionando enquanto houver condições.

A falta de confiança também está segurando novos investimentos. De acordo com ele, alguns donos já venderam seus ônibus e aplicaram o dinheiro em investimentos bancários, por não enxergarem segurança para continuar. Waguinho disse que medo e desânimo aparecem com frequência nas conversas entre empresários.

Mesmo com uma sequência de viagens marcada para as próximas semanas, o influenciador afirmou que não vê boas perspectivas para 2027. Ele deixou claro que, caso a atividade deixe de compensar, poderá vender o ônibus e procurar outro caminho profissional.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.