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Ônibus

Lula ou Bolsonaro, quem fez mais pelos motoristas de ônibus?

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Lula ou Bolsonaro, quem fez mais pelos motoristas de ônibus?
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Para comparar Lula e Bolsonaro pela visão de quem dirige ônibus todos os dias, existe uma diferença importante em relação aos caminhoneiros: nenhum dos dois governos criou um grande benefício federal em dinheiro destinado especificamente aos motoristas de ônibus.

Isso acontece também porque boa parte do transporte urbano está nas mãos de municípios, enquanto linhas intermunicipais ficam principalmente sob responsabilidade dos estados. A própria legislação federal deixa essa divisão de competências clara. Salário, escala, contratação e boa parte das condições enfrentadas pelo motorista acabam dependendo das empresas, prefeituras, governos estaduais e acordos trabalhistas.

No governo Bolsonaro, uma das medidas que beneficiaram o setor foi a prorrogação da desoneração da folha de pagamento para 17 segmentos, incluindo empresas de transporte rodoviário. A decisão reduzia encargos das empresas e era defendida como forma de preservar e estimular empregos. O benefício foi prorrogado até o fim de 2023.

Mas foi justamente durante o governo Bolsonaro que o transporte coletivo viveu seu período mais pesado. Com a pandemia, os ônibus perderam passageiros e receita. Em 2020, o Congresso aprovou um socorro de até R$ 4 bilhões para estados e municípios manterem sistemas de transporte coletivo funcionando. Bolsonaro vetou todo o projeto alegando problemas fiscais e ausência da estimativa adequada de impacto orçamentário.

Dois anos depois, o próprio governo abriu R$ 2,5 bilhões para ajudar estados e municípios a bancarem a gratuidade dos idosos no transporte público. A medida veio em meio à forte alta dos combustíveis e ajudou financeiramente sistemas que estavam sofrendo com os custos da operação. O dinheiro, porém, não era pago diretamente aos motoristas.

Com Lula, o caminho adotado até 2026 foi diferente. Uma das maiores apostas está na renovação dos ônibus. Em uma das seleções do Novo PAC, foram escolhidas propostas que somam R$ 10,6 bilhões para renovação de frota, envolvendo mais de 5 mil ônibus elétricos e Euro 6. Para quem trabalha no volante, ônibus mais novos podem significar cabine melhor, menos problemas mecânicos, ar-condicionado e veículos com tecnologia mais recente.

O governo Lula também regulamentou novamente os exames toxicológicos aplicados aos motoristas profissionais empregados no transporte coletivo de passageiros. A regra trouxe procedimentos mais detalhados para exames periódicos e registro das informações, aumentando também as obrigações relacionadas à profissão.

Em junho de 2026, Lula sancionou ainda o novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano. A lei cria novas regras para financiamento, contratos, qualidade, segurança e fiscalização do transporte. Parte dos efeitos, porém, ainda não pode ser medida na rotina do motorista, porque a nova legislação entra em vigor um ano depois de sua publicação.

Na comparação até aqui, Bolsonaro teve medidas mais ligadas à sobrevivência financeira das empresas e do sistema, principalmente na pandemia e em 2022, embora tenha vetado o socorro de R$ 4 bilhões em 2020. Lula colocou mais dinheiro na modernização das frotas e avançou em novas regras para organizar o transporte coletivo. Para o motorista individualmente, nenhum dos dois entregou algo parecido com o auxílio de R$ 1 mil que chegou diretamente aos caminhoneiros no governo Bolsonaro.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.