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Carne bovina mais que dobrou de preço e ainda pesa no bolso do brasileiro em 2026

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Carne bovina mais que dobrou de preço e ainda pesa no bolso do brasileiro em 2026
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Colocar carne bovina no carrinho virou uma conta que muita gente precisa fazer com mais cuidado. Os preços até deram sinais de estabilidade nas últimas semanas, mas os valores encontrados hoje ainda estão bem acima daqueles vistos antes da pandemia.

Um levantamento do DIEESE mostra bem o tamanho da diferença. Na cidade de São Paulo, o preço médio da carne bovina de primeira era de R$ 25,44 o quilo em maio de 2019. Em maio de 2026, chegou a R$ 55,25. O aumento foi de 117,18% no período.

Para comparação, a inflação geral acumulada no mesmo intervalo ficou em 62,03%, enquanto a alimentação dentro de casa avançou 96,42%, segundo levantamento do próprio DIEESE. Isso ajuda a explicar por que a sensação no supermercado pode ser bem diferente daquela mostrada apenas pelo índice geral de inflação.

O peso aparece também quando a cesta básica é comparada ao salário. Em julho de 2026, um trabalhador de São Paulo recebendo o salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 124 horas e 11 minutos somente para comprar os produtos da cesta básica pesquisada pelo DIEESE.

A carne não continuou subindo da mesma forma em julho. Dados do IBGE mostram que o grupo “carnes” teve pequena queda de 0,03% no mês no país. Alimentação e bebidas caiu 0,67%, puxada principalmente por produtos como tomate e batata. Ou seja, houve um alívio recente, mas isso não apagou as altas acumuladas anteriormente.

O DIEESE encontrou comportamento dividido da carne bovina de primeira entre junho e julho: houve aumento em 12 das capitais pesquisadas, enquanto outras tiveram redução.

Outro ponto está na quantidade de carne brasileira vendida para fora. O Beef Report 2026, da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, mostrou que a participação das exportações chegou a 36,7% da produção nacional no último levantamento anual, o maior patamar da série histórica.

O próprio DIEESE cita exportações elevadas, custos de produção, clima e concentração do setor entre os fatores que ajudaram a manter a carne em um patamar mais alto. Para quem depende de uma renda apertada, isso aparece de forma simples no mercado: escolher cortes mais baratos, levar menos quantidade ou trocar a carne bovina por outra proteína.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.