Gasolina continua perto dos R$ 7 mesmo com 32% de etanol na mistura

Abastecer o carro continua exigindo atenção do brasileiro. Mesmo depois de pequenas quedas nas últimas semanas, a gasolina permanece acima de R$ 6,50 na média nacional e já ultrapassa R$ 7 em diversas capitais.
O levantamento mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, referente à semana de 9 a 15 de agosto de 2026, encontrou a gasolina comum sendo vendida, em média, por R$ 6,53 o litro no país.
O etanol hidratado ficou em R$ 3,91 por litro.
Apesar da sensação de alta enfrentada por consumidores em algumas regiões, os números nacionais mostram uma pequena trégua: a gasolina recuou 0,31% na última semana, enquanto o etanol caiu 0,76%.
O problema é que a média brasileira não representa aquilo que todo motorista encontra no posto.
No levantamento anterior, realizado entre 2 e 8 de agosto, a gasolina já aparecia acima dos R$ 7 por litro em várias capitais. Em Boa Vista, a média chegou a R$ 7,57. Porto Velho registrou R$ 7,48, Manaus R$ 7,28, Rio Branco R$ 7,26, Palmas R$ 7,07 e Aracaju R$ 7,02.
Em outras cidades importantes, o litro também ficou perigosamente próximo dessa marca. Recife aparecia com R$ 6,90, Teresina com R$ 6,86, Curitiba com R$ 6,84 e Goiânia com R$ 6,77.
Gasolina continua mais cara que há um ano
Mesmo com as pequenas quedas recentes, o preço continua elevado quando comparado ao ano passado.
Na semana encerrada em 8 de agosto, a gasolina custava em média R$ 6,55, valor 5,82% superior ao registrado 12 meses antes.
A sequência das últimas semanas mostra uma espécie de estabilidade em um patamar alto. A gasolina estava em R$ 6,58 em 18 de julho, caiu para R$ 6,55, passou a R$ 6,56 no início de agosto, voltou para R$ 6,55 e agora chegou aos R$ 6,53.
Ou seja, o litro não está disparando neste momento, mas também está longe de apresentar uma redução capaz de mudar significativamente a conta no posto.
Etanol caiu, mas diferença entre cidades é grande
O etanol vem mostrando queda mais clara.
A média nacional passou de R$ 4,06 em 18 de julho para R$ 4,02 em 25 de julho, R$ 4,00 no início de agosto e R$ 3,94 na semana seguinte. Agora, o valor chegou aos R$ 3,91.
Mesmo assim, dependendo da cidade, o consumidor encontra preços muito mais altos.
Na pesquisa de 2 a 8 de agosto, o etanol custava em média R$ 5,41 em Boa Vista, R$ 5,34 em Aracaju, R$ 5,23 em Natal e R$ 5,12 em Porto Velho. Em São Paulo, por outro lado, a média estava em R$ 3,70.
Essa diferença explica por que a percepção sobre o preço do combustível muda tanto de uma região para outra.
Para quem depende do veículo diariamente para trabalhar, seja motorista de aplicativo, entregador, representante comercial ou pequeno transportador, alguns centavos a mais no litro aparecem rapidamente no orçamento mensal.
A fotografia atual dos combustíveis no Brasil é, portanto, um pouco diferente da ideia de que os preços “não param de subir”.
Gasolina e etanol apresentaram queda nas semanas mais recentes, mas continuam em níveis elevados. E, em algumas capitais, a gasolina já ultrapassou novamente a barreira dos R$ 7 por litro.
Para o consumidor, a pequena redução nacional ainda é tímida diante do valor mostrado nas bombas.
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