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Caminhoneiros desanimam com a profissão e falta de motoristas acende alerta no Brasil

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Caminhoneiros desanimam com a profissão e falta de motoristas acende alerta no Brasil
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Ser caminhoneiro já foi o sonho de muitos brasileiros. Hoje, parte dos profissionais que passou anos vivendo na estrada começa a olhar para outras formas de ganhar dinheiro, enquanto empresas de transporte encontram dificuldade para colocar novos motoristas atrás do volante.

A falta de profissionais deixou de ser apenas uma conversa entre transportadoras. O próprio SEST SENAT aponta a escassez de motoristas profissionais como um dos principais desafios enfrentados pelo transporte. A entidade vem investindo dinheiro na mudança de categoria da CNH e na formação de novos condutores para tentar aumentar a entrada de trabalhadores na profissão.

O problema também aparece em levantamentos internacionais. Relatório divulgado pela IRU em 2026 mostrou que o Brasil continua enfrentando dificuldades estruturais para conseguir mão de obra no transporte rodoviário. A entidade afirma que contratar e manter motoristas virou um problema que não desaparece simplesmente quando a economia melhora.

Na prática, existe uma conta difícil de fechar. Longos períodos trabalhando, pressão por prazos e uma atividade que nem sempre entrega o retorno financeiro esperado ajudam a diminuir o interesse de novos trabalhadores.

A informalidade pesa ainda mais. Dados citados pela IRU apontam que cerca de 43% do transporte rodoviário de cargas no Brasil estaria funcionando fora dos mecanismos formais. Caminhoneiros que trabalham nesse meio chegam a receber 34% menos que profissionais inseridos no mercado formal, segundo estudo da AMPEF apresentado pela entidade.

Isso atinge justamente um ponto que preocupa o setor: não basta formar novos caminhoneiros. É preciso conseguir fazer com que eles permaneçam na profissão.

Os jovens também não estão entrando na mesma velocidade necessária para substituir quem deixa as estradas. A IRU vem alertando que o envelhecimento dos motoristas e a baixa entrada de trabalhadores mais novos estão aumentando a falta de profissionais em diversos países.

No Brasil, o SEST SENAT precisou ampliar programas para colocar gente nova no mercado. Em 2025, mais de 6 mil CNHs foram entregues dentro das ações de atração de novos motoristas, e mais de 3,9 mil profissionais conseguiram emprego depois da mudança de categoria.

Enquanto motoristas experientes deixam o volante e novos trabalhadores pensam duas vezes antes de seguir carreira, transportadoras precisam disputar profissionais disponíveis para manter caminhões rodando e cargas chegando ao destino.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.