Caminhoneiro é preso ao tentar carregar quase R$ 110 mil em soja com documento falso
Um caminhoneiro de 64 anos foi preso em flagrante após tentar realizar o carregamento de uma carga de soja usando uma ordem que, segundo a Polícia Civil, era falsa.
O caso aconteceu na terça-feira (15), em Guiratinga, a cerca de 328 quilômetros ao sul de Cuiabá, em Mato Grosso.
A carga envolvida na ocorrência estava avaliada em R$ 109.965,32 e foi recuperada integralmente.
A suspeita começou dentro da própria fazenda. O responsável pela propriedade rural percebeu irregularidades na documentação apresentada pelo motorista e acionou a polícia antes que a situação avançasse.
Quando chegaram ao local, os investigadores analisaram a ordem apresentada para o carregamento e encontraram inconsistências. Um dos pontos que chamou atenção foi o código de verificação informado no documento, que não existia.
Os policiais também entraram em contato com a empresa responsável pelo transporte. Segundo a apuração, a companhia confirmou que não havia autorizado aquele carregamento de soja.
O caminhão utilizado na operação e o telefone celular do motorista foram apreendidos.
Durante as diligências, os agentes localizaram a carga e conseguiram recuperá-la. Posteriormente, a soja foi devolvida ao responsável pela propriedade rural.
O motorista foi levado para a Delegacia de Guiratinga, onde acabou preso em flagrante. A Polícia Civil trata o caso como uma possível fraude envolvendo o carregamento irregular da mercadoria.
A investigação não terminou com a prisão.
As informações levantadas durante a ocorrência indicaram a possibilidade de participação de outras pessoas. A polícia agora tenta identificar se o documento falso fazia parte de uma ação articulada e quem poderia estar por trás da tentativa de retirada da carga.
Casos desse tipo exigem atenção de produtores, transportadoras e motoristas porque ordens de carregamento, dados da transportadora, placa do veículo e códigos de validação costumam ser conferidos antes da liberação da mercadoria.
Neste caso, a conferência feita pelo responsável da propriedade foi justamente o que levou à descoberta das irregularidades antes da perda definitiva da soja.
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