
Foto: Auto Link Holdings LLC
São os motores de caminhões pesados, comuns no Japão dos anos 90, V8, V10 e V12, com deslocamento acima de 20 litros e diesel sem turbo.
Veículos eficientes, aproveitamento inteligente do espaço interno e motores econômicos e esportivos, com excelente desempenho e ainda pequenos?
Os carros japoneses são caracterizados no mundo inteiro pela eficiência, nos vários sentidos. Com caminhões isso deve se repetir, certo? Nem sempre.
Em 2005 os japoneses usavam alguns motores diesel de 8, 10 ou 12 cilindros e com até 30 litros de deslocamento, mas soa surreal quando se trata de um país como o Japão.
O mercado de caminhões no Japão é composto dos tradicionais fabricantes do país: A Hino pertence a Toyota, a Mitsubishi-Fuso é a divisão de caminhões da marca dos três diamantes, a Isuzu é independente, mas deixou a linha de carros de passeio para focar em veículos comerciais e a UD se chamava Nissan Diesel até 2010 mas hoje pertence a Isuzu.
A Isuzu
Responsável por fazer um caminhão com o motor mais potente do Japão em 1997, o Gigamax, que vinha equipado com um motor 10TD1, V10 diesel, com 30 litros de deslocamento e aspiração natural. Potência de 600 cv e torque de 2.059 nm.
Tinha motores grandes V8 e V10 diesel no caminhão Super Great. O maior era um V10 de 26,5 litros, que produzia 520 cv e 1.810 nm.
O Super Great promoveu uma inovação mundial no mercado de caminhões. Em 2000, lançou o primeiro airbag de joelhos. No ano de 2003, essa linha de motores em V foi descontinuada 2 anos depois que a Mercedes-Benz virou acionista majoritário da Mitsubishi Fuso.
No lugar dele foram adotados motores alemães da Mercedes.
Hino
Seus motores V8 iam até 20,7 litros, nos caminhões Super Dolphin Profia. A Hino não brigava diretamente com as fabricantes gigantes.
Durante os anos 90, a Hino já oferecia motores seis cilindros turbo, com força para rivalizar com os V8 aspirados dos rivais.
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No caso do Japão é a falta de leis de emissões, até o começo da década de 2000. Como os motores de caminhões não eram fiscalizados, unidades mais simples, origem antiga e alto deslocamento eram utilizadas.
Os motores grandes eram utilizados principalmente em uso pesado. O Isuzu Gigamax de 600 cv foi utilizado no transporte especializado de cargas especiais e em construções, usando um chassi mais rígido.
Os motores em V eram a opção por serem mais achatados fisicamente.
Nos anos 1990 já era demonstrada preocupação com esses motores gigantes, com artigos apontando que não iriam durar até a virada do século. A partir do ano de 2003, o Japão adotou leis mais duras de emissões para caminhões e colocou um fim nesses motores.
Hoje em dia os caminhões japoneses estão parecidos e alinhados com o resto do mundo e até buscam alternativas para o diesel como o gás natural e o hidrogênio.
Redação – Brasil do Trecho
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