
Foto: Scania
Diretor da Scania, Silvio Munhoz, diz que há déficit de condutores qualificados.
Ele conhece tudo de Scania
Ele tem mais de 25 anos atuando no mercado brasileiro de caminhões e sabe tudo de Scania. Silvio Munhoz começou seu envolvimento com a marca em 2002, como diretor da concessionária Codema em Guarulhos – SP.
Ele ingressou em 2006 na filial da Scania no Brasil e atualmente é diretor de vendas de soluções e considerado o porta-voz da companhia, envolvendo tecnologias dos veículos e dos sistemas de gestão que são utilizados pelas concessionárias e pelos clientes também.
O novo presidente da Scania, Fabio Souza, chegou da África do Sul e será apresentado a todos em breve, por volta de 18 de fevereiro.
Ele complementa que 2021 foi um ano de alta demanda, em especial, nos setores do agronegócio e da construção civil, mas faltavam peças.
Apesar de considerar falhas na cadeia de Suprimentos em virtude do desabastecimento de condutores e demais componentes eletrônicos, além da alta do aço, borracha e plásticos, foi um ano bom para a Scania.
Em meio à instabilidade de custos no curto prazo, eles tinham que garantir preços no longo prazo. Contudo a diferença entre as encomendas realizadas e as entregas concretizadas ficou entre 8% e 12% um grande feito para um ano tão difícil para todas as montadoras de veículos.
Mesmo com vários problemas enfrentados, a Scania lançou uma nova linha de caminhões a gás no Brasil e a receptividade foi além do esperado.
Veja os planos da Scania para 2022
Na virada de 2018 para 2019 a Scania lançou a nova geração de caminhões e no caso dos caminhões movidos a gás ocorreu na Fenatran de 2019 (feira do setor de transportes que normalmente ocorre em setembro) e naquela época, tinha a expectativa de venda de 200 caminhões.
Mas em novembro, já havíamos ultrapassado 600 caminhões vendidos, com entregas programadas para meados de 2022, afirma Munhoz.
Por causa da redução de poluentes no ar esse tipo de combustível e caminhão é bem atrativo, mesmo considerando a alta do preço do gás.
Em 2023 entrará em vigor o Proconve P8, equivalente ao Euro 6, com mais avanços tecnológicos. Devido as tecnologias necessárias para atender o Euro 6, o produto deve ficar mais caro por aqui, mas haverá ganhos para o consumidor, pois esses caminhões serão mais econômicos e menos poluentes ainda.
Além dos modelos elétricos que já trafegam na Europa e dos modelos a gás, a Scania também possui os movidos 100% a biocombustível, que considera ser uma transição até a eletrificação, que fatalmente chegará ao Brasil daqui a alguns anos.
Como a Scania fez na Europa, no Brasil futuramente começarão pelos modelos previstos para centros urbanos, pois exigem baterias menores, trazendo tanto veículos elétricos de transporte quanto de passageiros.
Munhoz acrescenta que o uso da eletricidade só vale a pena substituir os combustíveis atuais, se for gerada de forma limpa. Infelizmente no Brasil, devido à crise hídrica, cresceu o uso de termoelétricas e a maioria utiliza diesel e algumas poucas utilizam gás. Não faz sentido ter um veículo elétrico que utilizaria energia elétrica que é produzida com o uso de combustível fóssil, finaliza.
Redação – Brasil do Trecho
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