
Foto: Reprodução / Internet
Chorão joga no peito de Bolsonaro e cobra providências.
Nós estamos cobrando que Bolsonaro chame a responsabilidade dos preços dos combustíveis
Wallace Landim, o “Chorão”, como é conhecido cobra providências do governo Federal com relação aos aumentos dos combustíveis e pede que o presidente Bolsonaro chame a responsabilidade para ele mesmo.
Mesmo com um descontentamento que aumenta a cada dia em relação à ineficiência do governo Federal em executar uma intervenção na política de preços praticada pela Petrobras, parte da categoria dos caminhoneiros ainda apoia o presidente.
Apesar disso, como os preços dos combustíveis, em especial do diesel, continuam aumentando, uma paralisação geral não está descartada.
Chorão afirmou que em virtude da crise econômica que o Brasil passa, os caminhoneiros estão evitando fazer uma greve, mas com a situação em que se encontra o país está piorando cada vez mais, somos obrigados a fazer uma paralisação, pois uma parte da categoria já está parando devido à falta de condições para continuarem.
Landim afirma que uma parte da categoria não quer aderir a uma greve para não se opor a Bolsonaro, mas ele diz que “a nossa luta não é contra o governo e o que estamos cobrando é que o chefe da Nação brasileira chame a responsabilidade dos preços dos combustíveis para ele mesmo”.
Chorão ainda comenta que “quando Bolsonaro estava disputando a presidência, dizia que era realmente necessário mexer na política de preços da estatal, porém, quando ele assumiu e sentou na cadeira, mudou o discurso”.
“Nós ficamos o tempo todo transferindo a culpa para o ministro de Infraestrutura, de Minas e Energia e da própria Petrobras e enquanto isso o povo sofre”!
Segundo Landim a categoria não está mais suportando e ainda acrescentou que “o pobre está ficando cada vez mais pobre e não tem mais o poder de compra”!
O caminhoneiro Gustavo Ávila comentou que “não tem mais como acompanhar os grupos que a maioria dos caminhoneiros participam, pois é muita reclamação dos custos e a situação está insustentável mesmo. Não está sendo possível trabalhar dessa forma, não dá mais”!
Ávila afirma que está pagando para trabalhar, pois os custos com a manutenção subiram muito. Ele explica que fez uma entrega na semana anterior e teve ao final R$ 250 de prejuízo. Mesmo tendo feito uma boa negociação com as transportadoras, não estamos conseguindo ter lucro, afirma.
“Independentemente de um de nossos líderes incentivar ou não uma greve, a categoria vai parar por falta de condições para continuarem e ele ainda conclui que hoje a situação está muito pior que em 2018, mas que uma parte da categoria não para porque não querem ser contra o presidente”.
Landim afirma que o grande vilão é a política de preços praticada pela Petrobras. “O nosso erro em 2018 no governo de Michel Temer, foi não ter pedido a retirada dessa política (PPI), a minha pauta na época foi essa, mas a força do movimento foi diminuindo e a sociedade tinha a esperança dos preços dos combustíveis diminuírem”.
Redação – Brasil do Trecho
Esta publicação foi modificada pela última vez em 27 de maio de 2022 06:37
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