
Foto: Alexandre Lima/Arquivo Pessoal
O próprio Hospital chamou o policiamento local alegando que o motorista estava impaciente e agressivo.
Ele só queria procurar atendimento hospitalar
Mais um irmão caminhoneiro vítima de um ato cruel e que poderia ser evitado. Desta vez, um motorista de caminhão que estava tentando dar entrada no Hospital localizado no Município de Bom Jesus, Águas Lindas, Goiás.
O motorista de 43 anos de idade comentou que estava com muitas dores (cabeça e nuca), causando-lhe muita agitação e incômodo, chegando a se debater.
A equipe do Hospital não deve ter entendido perfeitamente o que estava se passando com seu estado de saúde e acabaram acionando precocemente a polícia que ao chegar, acabou por agredir o caminhoneiro, conforme relata.
Ele diz que os policiais bateram nele injustamente. Já o Hospital relatou que foi dado o atendimento primário ao paciente e apesar disso, teve que chamar o policiamento, porque alegaram que ele estava agressivo e não deixava que ninguém da equipe se aproximasse dele.
A PM informou que o motorista estava tentando agredir a equipe médica verbal e fisicamente e que foi obrigada a agir com força moderada para tentarem imobilizá-lo, logo após ter resistido à voz de prisão.
O caminhoneiro identificado como Alexandre L. Pereira, declarou que estava com sua família e começou a se sentir mal, sendo necessário encaminhá-lo imediatamente ao Hospital pelos seus próprios parentes.
Ele alegou que não estava em condições normais, vindo a quase desmaiar na cadeira de rodas. A equipe hospitalar solicitou que ele preenchesse uma ficha, mas Alexandre comentou que não tinha condições e que só lembrava depois, que algumas pessoas o ajudaram a adentrar a emergência.
Em seguida, acredita que o colocaram em uma cama e que recebeu injeções e diz que logo começou a perder a consciência novamente. Seus parentes comentaram que em virtude do que ele estava sentindo e pelas dores, ele se debatia e agia de forma inquieta e por isso chamaram os agentes de polícia.
Porém, a sua filha Milleny disse que sua avó acompanhava seu pai (Alexandre) até a sala de emergência, mas teve que sair e logo em seguida ouviu ele pedir socorro, onde percebeu que o policial estava batendo nele, apesar dele estar tendo apenas um surto.
Bateram muito diz sua filha e ninguém da equipe do Hospital interviu ou ajudou, apesar dele estar em surto e agitado, onde ela comenta que não poderiam ter feito isso com ele, pois existem outras formas de contê-lo.
Um dos parentes tentou registrar a ação policial, mas recebeu um tapa em sua mão vindo de um dos agentes e o celular caiu no chão. O paciente ficou com uma enorme hematoma no lado direito de seu rosto, próximo da orelha e alegou que está sem parte de sua audição, tendo marcas em seus braços, peito e membros inferiores.
Ele foi conduzido à força para a delegacia do município por desacato e foi considerado como “preso em flagrante”, sendo solto após pagar fiança de R$ 2,5 mil, porém Alexandre registrou uma denúncia na Delegacia de Polícia Civil pela agressão que sofreu e que ainda irá comunicar o ocorrido na Corregedoria da PM também, com apoio de seu advogado, para que fatos como esse não voltem a ocorrer com pessoas inocentes.
Ele ainda teve que passar um dia em um Hospital de outro município para passar por uma nova consulta depois do ocorrido e após a realização de exames, foi liberado, estando em recuperação em seu lar.
Redação – Brasil do Trecho
Esta publicação foi modificada pela última vez em 19 de outubro de 2022 14:34
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