
Foto: Reprodução da internet
A Mercedes-Benz na década de 70 começava a mudar esse cenário, incentivando a compra de caminhões movidos a diesel.
Uma Lei de 1976 impede a compra de veículos pequenos movidos a diesel e vale até hoje
A crise do Petróleo estourou no mundo todo em 1973 e nos anos de 74 e 75 o Brasil já apresentava dificuldades de importar gasolina. A grande maioria dos veículos da época eram movidos à gasolina. Vinham inclusive com grandes motores, com 6cc em linha, V8 e eram vistos também em caminhões.
A Mercedes-Benz no início dos anos 70 começava a oferecer caminhões movidos a diesel. Usando o slogan que era estampado no para-choque, “o que é bom já nasce diesel”. Contudo havia resistência de várias montadoras e para ter uma ideia, a Ford trouxe um motor alimentado a diesel que era o modelo F1000, somente a partir de 1979.
Em 1976 o presidente do Brasil era o então General Ernesto Geisel que criou uma lei nessa época e que vale até os dias atuais, de que não se podia adquirir veículos pequenos de passeio movidos a diesel.
Essa media visava proteger o mercado interno na tentativa de diminuir a dependência da importação do diesel e, além disso, visava incentivar a produção de veículos movidos a álcool (O Programa Pró Álcool, lançado em 1975) e também diminuir a produção de enxofre na atmosfera, pois os motores eram muito poluentes naquele período e não tinham a tecnologia que existe hoje.
Sendo assim o que era importado de diesel na época, era suficiente para atender o consumo de veículos maiores, como os caminhões e maquinários pesados. A VW chegou a oferecer uma Kombi movida à diesel de 1981 a 1985. Também existiu o modelo Saveiro da VW, cabine dupla movida a diesel, porém a cabine dupla não era original de fábrica e sim modificada por concessionárias. Contudo, como reflexo da Lei do presidente Geisel, nos anos 80 a grande maioria dos carros eram movidos a álcool, impulsionando a indústria desse combustível.
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Entre os anos de 1989 a 1990, com a abertura das importações de veículos, a preferência começou a ser novamente a gasolina, até que no ano de 2003 foi lançado o primeiro carro nacional Flex que era o modelo Gol da Volkswagen.
Já com relação aos veículos pesados, o diesel foi cada vez mais sendo utilizado dos anos 70 em diante, sendo bem comum encontrar veículos fabricados na década de 60, que sofreram conversões para o diesel, pois naquele período ele era bem mais barato do que a gasolina. No final da década de 70 e durante a década de 80 também existiram os famosos caminhões canavieiros movidos a álcool.
Apesar disso, os argumentos para derrubar essa Lei de 1976 são fortes, porém ainda resiste pela oposição consistente relacionada ao Meio Ambiente, mesmo em 2013 ter sido lançado o diesel S-10, mais limpo, menos nocivo a saúde e com baixo teor de Enxofre.
Enquanto o mundo discute a descarbonização dos transportes, outros países acreditam que a mescla entre combustível fóssil e outras formas de energia, seria o ideal. No Brasil, como em outros países também, as caminhonetes movidas a diesel valem mais do que as movidas com combustíveis Flex, contudo esse valor maior é diluído com o tempo, em virtude do baixo custo de manutenção.
E você o que acha? Vale mais a pena hoje ter um carro movido a diesel ou Flex?
Redação – Brasil do Trecho
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