Caminhoneiro

Mais um caminhoneiro flagrado pela PRF com comprimidos de rebite

O flagrante foi na tarde de sábado (10), em Cristinápolis, Sergipe.

Aconteceu de novo

Os agentes da PRF deram ordem de parada ao motorista de um caminhão Scania P340, com placas de São Paulo. Iniciaram-se os trabalhos de revista no caminhão, onde foram encontrados os comprimidos de rebite na cabine do veículo.

O caminhoneiro assinou o TCO, e irá comparecer em juízo para responder pelo porte de drogas para consumo.

Por que tem caminhoneiros que insistem no uso do rebite?

O rebite é um velho conhecido dos caminhoneiros, é uma anfetamina, substância que existe em alguns remédios, como os inibidores de apetites, por exemplo.

Essa droga age no sistema nervoso central, sendo um estimulante que faz o cérebro trabalhar mais rápido, causando a sensação de falta de sono. Por isso, muitos caminhoneiros recorrem ao rebite na intenção de dispersar o sono e poder passar mais horas no volante para entregar mais rápido a carga.

Mas como toda droga, o rebite também vicia e gera consequências negativas no usuário. Além de comprometer a capacidade de dirigir, ela aumenta o rico de acidentes no trânsito.

Caminhoneiros e empresários evitam falar sobre o rebite

Muitos caminhoneiros e donos de transportadoras evitam falar sobre um assunto porque é uma questão muito delicada de resolver. Os profissionais que usam o rebite, sabem dos efeitos e da ilegalidade da anfetamina, já os empresários preferem ignorar a questão por se tratar de um assunto polêmico e delicado para tratar com o caminhoneiro, pois há profissionais que só conseguem cumprir a jornada de trabalho usando o rebite.

O rebite também era utilizado por soldados na 2º Guerra Mundial

Não é só no transporte de cargas que o rebite é conhecido. Durante a Segunda Guerra Mundial, os soldados suicidas Japoneses já utilizavam a droga como um estimulante para conseguirem realizar a missão suicida contra o inimigo.

Os problemas é que o uso contínuo da droga causa transtornos mentais e decadência física, além de provocar ataque cardíaco e fulminante.

Sabemos os desafios e as pressões da classe caminhoneira, mas, nenhuma carga, vale uma vida. Pense nisso!

Redação – Brasil do Trecho

Esta publicação foi modificada pela última vez em 13 de dezembro de 2022 08:54

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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