
Caminhão com pneu single. Foto: reprodução da internet
Foi em 1982 que a fabricante Kroni pediu autorização ao governo brasileiro para começar a fabricação desses pneus. Inicialmente a fabricante de implementos não teve o seu pedido autorizado pelo governo, mas posteriormente obteve uma decisão favorável para começar a produção.
Transbrasiliana foi a primeira transportadora a utilizar os pneus single que em 1984 começaram os testes em uma carreta da Kroni. No entanto, esses pneus não foram fabricados no Brasil, mas importados da Inglaterra.
O motivo foi a incerteza que se tinha sobre o rendimento deles nas estradas brasileiras. Eram utilizados 6 pneus em uma carreta de 6 eixos que era tracionada por um Volvo N10 XH transportando 25 toneladas de carga.
O Governo Federal passou a exigir uma autorização especial para os pneus singles, mas mesmo assim, a Kroni insistiu na legalização dos pneus, alegando os benefícios que a inovação traria para o transporte de cargas com a substituição do rodado duplo com dois pneus por apenas um.
A fabricante argumentou, também, que com os pneus single haveria uma maior facilidade no assento da carga, mais estabilidade e a redução de 500 kg de peso morto, pela substituição de dois pneus por um.
Pelo mesmo para o mercado nacional, que mesmo não estando 100% legalizado, começou a adotar com mais frequência essas composições, como, por exemplo, as empresas Citrosuco e Transpex, que começaram a adotar os pneus single em seus caminhões.
Com isso, no final dos anos 1990 a DNER (Departamento Nacional de Estradas e Rodagem) liberou oficialmente os testes para a composição.
Entre o fim de 1993 e início de 94 o DNER autorizou a Embraer (divisão de equipamento) a responsabilidade pela análise dos testes que foram realizados pelas empresas interessadas em trazer o pneu extralargo para o mercado nacional.
Após o final dos testes, os pneus extra largos foram aprovados para ser utilizado nas rodovias brasileiras, mas desde que fosse utilizado a suspensão pneumática para reduzir a degradação do asfalto. Em comparação com os pneus convencionais, o extra largo tem 25% a mais de pressão.
Mas com o passar do tempo os pneus single foi caindo em desuso, e hoje quase não se vê mais eles rodando pelas estradas brasileiras.
Na sua opinião, os pneus singles deveriam ter continuado no mercado?
Redação – Brasil do Trecho
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