
Foto: Reprodução / CULTURA E PERSONALIDADES DO SERTÃO NORDESTINO
Olavo tem 69 anos e conta que após perder a esposa não viu mais sentido em continuar na profissão, pois sabia que ao voltar para casa a esposa não estaria lhe esperando.
O experiente caminhoneiro Olavo de 69, mora em Soledade, na Paraíba e foi entrevistado pelo Produtor Elias rodrigues, do canal Cultura e Personalidade do Sertão Nordestino.
Ele experimentou os prazeres e os dissabores da profissão e conta que apesar da desvalorização da categoria, que vem de longas datas, Olavo ama até hoje caminhões e estradas. Sua maior alegria era quando volta de uma longa viagem e encontrava a esposa à sua espera.
Emocionado, ele confessa que tinha vontade de voltar à estrada novamente, mas que a profissão perdeu o sentido com a morte da esposa.
Após 47 anos trabalhando a bordo de um caminhão, não tem como desapegar do companheiro de estrada. Olavo tem um espaço cercado, em frente a sua casa, onde guarda um Alfa Romeo ano 74 (seu primeiro caminhão), um Fenemê ano 72 e um Mercedes 1934 ano 89.
O caminhoneiro faz questão de manter os caminhões guardados, pois todas as suas memórias construídas durante a profissão estão nos caminhões.
Quando a saudade de pegar estrada está muito grande, Olavo pega o netinho coloca na Veraneio ano 76 e vai passear com o companheiro, que veio para amenizar a dor da perda de sua esposa.
Olavo reconhece que desde o seu tempo a profissão de caminhoneiro é desvalorizada tanto pela classe política, que não trabalha em prol do caminhoneiro; guardas rodoviários, que segundo ele, alguns abusam do caminhoneiro; quanto por empresas, que já naquela época deixavam os profissionais horas e horas aguardando para carregar o caminhão.
Ele é um retrato daqueles que amam a profissão, apesar da desvalorização e dos desafios enfrentados pela categoria.
Redação – Brasil do Trecho
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